Avançar para o conteúdo principal

Liberais pressionam Governo a acelerar testes nos carros autónomos



 Projeto de resolução da Iniciativa Liberal defende que Portugal não deve ficar para trás na condução autónoma por recusar reconhecer o que países como França, Bélgica ou Dinamarca já aprovaram.


O grupo parlamentar da Iniciativa Liberal (IL) emitiu uma recomendação ao Governo para que autorize em Portugal os testes de condução autónoma, seguindo os passos já dados em países como França, Bélgica ou Dinamarca.


De acordo com o projeto de resolução apresentado pelos liberais, a ideia é que o Executivo, em coordenação com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), “promova a autorização para homologação para testes da tecnologia Tesla Full Self-Driving, homologada pela RDW (Dienst Wegverkeer)”, e “procure o reconhecimento para testes de outras tecnologias homologadas por outros Estados-membros da União Europeia” (UE).


Por outro lado, defendem que o Governo apoie, no âmbito da votação agendada para 6 de outubro, no Comité Técnico de Veículos a Motor (TCMV), o alargamento a toda a UE da autorização para homologação para testes desta tecnologia, bem como, em futuras votações naquela sede, posições favoráveis ao reconhecimento e à realização de testes de tecnologias de condução autónoma já autorizadas noutros países europeus.


Os deputados da IL consideram que, em matéria de mobilidade, em particular na mobilidade autónoma, a União Europeia “tem desperdiçado a oportunidade de implementar avanços significativos”, ficando para trás face a economias como a China e os Estados Unidos.


Embora reconheça que o Governo já deu “passos significativos” no sentido de promover a condução autónoma no país, ao “fazer aprovar o regime jurídico do licenciamento de testes de sistemas automáticos de condução, assinala que a “existência de um edifício jurídico e regulatório nacional não deve impedir ou limitar o reconhecimento de soluções já autorizadas noutros Estados-membros, sob pena de Portugal se colocar numa posição de desvantagem face a outros países europeus”.


Segundo o grupo parlamentar liberal, a possibilidade de reconhecimento nacional de homologações para efeitos de testes permite “conciliar a necessidade de segurança e supervisão com a criação de condições para que tecnologias já avaliadas e autorizadas noutros Estados-membros possam ser testadas em Portugal, de forma a evitar a duplicação desnecessária de procedimentos e a fragmentação do mercado europeu em matéria de inovação”.


Quanto à votação do Comité Técnico para os Veículos a Motor, o Governo de Luís Montenegro ainda não manifestou publicamente qualquer posição relativamente ao assunto. Por isso, torna-se essencial, no entender da IL, “manifestar uma intenção clara de que Portugal faça parte do leque de países que apoia a generalização dos testes desta tecnologia em espaço europeu, votando favoravelmente este ato de execução”.


Liberais pressionam Governo a acelerar testes nos carros autónomos – ECO


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Em plena crise de Ceuta, Marrocos procura alternativa a Espanha para chegar à Europa: Portugal pode abrir nova porta elétrica

 Governo português esclareceu em agosto que a interligação se encontra numa “fase de avaliação e não de decisão de investimento” e que só avançará caso seja possível obter financiamento europeu ou privado Em plena crise de Ceuta, Marrocos procura alternativa a Espanha para chegar à Europa: Portugal pode abrir nova porta elétrica Portugal e Marrocos recuperaram um projeto que pode alterar o mapa das ligações elétricas entre a Europa e o Norte de África. Os dois países querem estudar uma interligação direta através de um cabo submarino, estimado em 800 milhões de euros em 2018, e pretendem pedir financiamento a Bruxelas e atrair investidores privados para tornar a infraestrutura possível. A concretizar-se, Marrocos passaria a dispor de uma segunda ligação direta ao mercado elétrico europeu, deixando de depender exclusivamente de Espanha. Mas o projeto poderá ter também consequências deste lado da fronteira: uma maior capacidade para exportar eletricidade para Marrocos pode, em determ...

Depois dos mercados, Portugal passa Espanha também no rating

 Portugal está pela primeira vez acima de Espanha para uma das principais agências de rating mundiais. Há anos que a dívida pública e os juros cobrados no mercado já eram mais baixos em Portugal. Pela primeira vez desde pelo menos 2010, uma das três principais agências de notação financeira do mundo passou, esta sexta-feira, a atribuir a Portugal um rating superior ao da Espanha. Um reconhecimento que surge agora, depois de há já vários anos Portugal não só apresentar dados orçamentais mais favoráveis que a Espanha, como também beneficiar de taxas de juro mais baixas nos mercados. Portugal ultrapassa Espanha na classificação da dívida pública | Finanças públicas | PÚBLICO