O Governo polaco prevê convocar em 2027 mais de 300 mil reservistas e recrutas, entre profissionais e voluntários, segundo um projeto divulgado hoje pelo Ministério da Defesa da Polónia.
O projeto prevê 20.000 novas vagas no serviço militar profissional — mais 6.500 do que no ano passado —, além de 200.000 reservistas e 83.700 elementos de corpos auxiliares.
A medida da Defesa inclui a convocação de mais de 200.000 cidadãos para avaliar as suas capacidades e designá-los para uma unidade militar caso ocorra uma mobilização.
Trata-se da maior convocatória dos últimos anos e afetará homens e mulheres até aos 60 anos, que deverão apresentar-se no centro de recrutamento designado para terem as suas capacidades físicas e conhecimentos avaliados. Após isso, passarão a ser reservistas e serão destinados provisoriamente a um corpo militar.
A falta injustificada ou a recusa em comparecer à convocatória pode implicar desde uma multa até à busca e condução coerciva pela polícia, por força da Lei de Defesa da Pátria.
Além disso, se for considerado oportuno, alguns destes reservistas deverão passar por uma formação até 90 dias consecutivos.
Esta estratégia reforça a ambição assumida por Varsóvia após a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, de construir o Exército terrestre mais forte da Europa.
As Forças Armadas polacas já ultrapassam, segundo dados do Ministério da Defesa, os 220.000 efetivos, em comparação com os 130.000 anteriores à guerra. O objetivo é atingir a marca dos 300.000 militares no ativo e até 500.000, somando as reservas, até 2039.
Para financiar o aumento do efetivo das Forças Armadas, o orçamento destinado à defesa ronda os 4,8% do produto Interno Bruto (PIB) em 2026, face aos 4,7% do ano passado.
Para 2027, o Estado polaco estima um gasto de aproximadamente 4,5%.
Polónia quer convocar mais de 300 mil reservistas, recrutas e voluntários - Notícias ao Minuto

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