Avançar para o conteúdo principal

ARM v9, a primeira nova arquitetura da empresa em dez anos

 A ARM apresentou a v9, uma nova arquitetura de chip focada em segurança, processamento relacionado com Inteligência Artificial e desempenho computacional. É a primeira iteração neste sentido em mais de dez anos.


A arquitetura ARM v9, confirmada agora pela empresa, deve ser usada para equipar 300 mil milhões de chips que a ARM pretende produzir para integrar equipamentos desde portáteis, smartphones e servidores, entre outros.


Esta versão inclui CCA, de Confidential Compute Architecture, que permite o conceito de ‘Realms’, onde as apps podem ser executadas num ambiente diferente, de forma a proteger o seu código fonte e os dados que estão a ser tratados. Na vertente de desempenho computacional, a ARM inclui a tecnologia SVE, de Scalable Vector Extensions, desenvolvida em parceira com a Fujitsu e que está presente no supercomputador mais rápido do momento. A plataforma SVE2 dos chips ARM vai permitir um melhor desempenho a lidar com 5G, aprendizagem automática (machine learning) e cargas de trabalho relacionadas com Realidade Virtual ou Aumentada.


Por fim, a ARM promete um desempenho bruto 30% superior, devido à adoção da filosofia de design Total Compute, noticia o Engadget. Esta abordagem pretende satisfazer melhor as necessidades de experiências mais ricas, mais interativas e mais imersivas, ao permitir cargas de trabalho mais avançadas, complexas e exigentes. Performance, segurança e acesso aos programadores são os três pilares fundamentais desta filosofia.


Ainda não se sabe quando é que os primeiros aparelhos com estes chips vão chegar ao mercado, mas a fabricante pretende que esta seja a solução para os próximos 300 mil milhões de dispositivos com ARM. A marca estima ainda que, ao ritmo que está a conseguir ter os seus chips, em breve, uma grande parte dos dados do mundo vão ser processados por componentes ARM, seja num aparelho individual, seja na cloud.


https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/hardware/2021-03-31-arm-v9-a-primeira-nova-arquitetura-da-empresa-em-dez-anos/

Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...