Avançar para o conteúdo principal

Facebook não vai notificar 530 milhões de utilizadores afetados por vulnerabilidade


 Dados de mais de 530 milhões de utilizadores do Facebook surgiram online depois de ter sido explorada uma vulnerabilidade nos sistemas. Empresa não planeia notificar quem foi afetado

Uma funcionalidade da Facebook datada de 2019 foi explorada e hackers conseguiram copiar dados como endereços de email, números de telemóveis, nomes e datas de nascimento de mais de 530 milhões de utilizadores. A falha foi sanada pouco tempo depois, mas os dados surgiram novamente online e podem estar a ser usados para encetar outro tipo de ataques, nomeadamente de engenharia social. Há uma forma, providenciada por terceiros, de saber quais as contas que foram afetadas através de uma pesquisa pelo endereço de email. No entanto, e tendo em conta que muitos destes registos não estavam acompanhados desta informação, não é possível aferir com certeza quais os utilizadores que foram afetados. A rede social confirma, através de um porta-voz, que não planeia informar as vítimas cujos dados vazaram.

De acordo com a Reuters, fonte oficial da empresa confirma que a Facebook não tem visibilidade completa sobre quais os utilizadores que devem ser notificados. Por outro lado, a Facebook teve em consideração que os utilizadores não têm possibilidade de resolver o problema e que os dados estão disponíveis publicamente para tomar a decisão de não alertar as vítimas. Os dados obtidos com a exploração de uma funcionalidade que permite sincronizar informação não incluem dados financeiros, dados de saúde ou palavras-chave. Ainda assim, podem ser usados para outras formas de abusos.


https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/internet/2021-04-08-facebook-nao-vai-notificar-530-milhoes-de-utilizadores-afetados-por-vulnerabilidade/

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Fundação Champalimaud lidera projeto europeu de IA de 15,8 milhões que transforma relatos de doentes em dados clínicos

 Projeto avaliado em 15,8 milhões de euros terá uma duração de quatro anos e irá desenvolver um assistente virtual "fiável" e "capaz de transformar as palavras dos doentes em informação clínica". Fundação vai contribuir com "conhecimentos multidisciplinares nas áreas da oncologia, saúde mental, inteligência artificial (IA) e saúde digital centrada no doente" A Fundação Champalimaud anunciou esta quinta-feira o lançamento do ResPECT, um novo projeto europeu de investigação com base em tecnologia de inteligência artificial (IA), cujo desenvolvimento refere ir liderar. “A Fundação Champalimaud lidera o desenvolvimento da tecnologia do ResPECT, projeto de 15,8 milhões de euros, que vai criar um assistente de inteligência artificial capaz de transformar as palavras dos doentes em informação clínica”, indica em comunicado. O projeto tem a duração de quatro anos e a fundação vai contribuir com “conhecimentos multidisciplinares nas áreas da oncologia, saúd...

Cascais terá a primeira linha de comboio a ser concessionada a privados. O que muda e como a Câmara quer intervir

 O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que Cascais será a primeira linha de comboios a ser concessionada a privados. A intenção é antiga, mas as condições ainda não são conhecidas. O presidente da câmara, Nuno Piteira Lopes, quer ter “uma palavra ativa” no negócio. A intenção de concessionar a privados a rede de Comboios Urbanos de Lisboa — formada pelas linhas de Sintra, Azambuja, Cascais e Sado, num total de 67 estações — foi anunciada há mais de um ano e está prevista na lei desde 2009, mas, este fim de semana, o primeiro- ministro revelou no 43.º Congresso do PSD, na Anadia, que o primeiro acordo será relativo a Cascais. O presidente da câmara, Nuno Piteira Lopes, considera que “a medida anunciada hoje vai ao encontro de uma visão que tem defendido para Cascais: aproximar a gestão da linha dos utilizadores do concelho”. Embora nada se saiba em relação aos termos da concessão, em setembro do ano passado o autarca estabeleceu como objetivo estratégico do município a grat...