Avançar para o conteúdo principal

Facebook não vai notificar 530 milhões de utilizadores afetados por vulnerabilidade


 Dados de mais de 530 milhões de utilizadores do Facebook surgiram online depois de ter sido explorada uma vulnerabilidade nos sistemas. Empresa não planeia notificar quem foi afetado

Uma funcionalidade da Facebook datada de 2019 foi explorada e hackers conseguiram copiar dados como endereços de email, números de telemóveis, nomes e datas de nascimento de mais de 530 milhões de utilizadores. A falha foi sanada pouco tempo depois, mas os dados surgiram novamente online e podem estar a ser usados para encetar outro tipo de ataques, nomeadamente de engenharia social. Há uma forma, providenciada por terceiros, de saber quais as contas que foram afetadas através de uma pesquisa pelo endereço de email. No entanto, e tendo em conta que muitos destes registos não estavam acompanhados desta informação, não é possível aferir com certeza quais os utilizadores que foram afetados. A rede social confirma, através de um porta-voz, que não planeia informar as vítimas cujos dados vazaram.

De acordo com a Reuters, fonte oficial da empresa confirma que a Facebook não tem visibilidade completa sobre quais os utilizadores que devem ser notificados. Por outro lado, a Facebook teve em consideração que os utilizadores não têm possibilidade de resolver o problema e que os dados estão disponíveis publicamente para tomar a decisão de não alertar as vítimas. Os dados obtidos com a exploração de uma funcionalidade que permite sincronizar informação não incluem dados financeiros, dados de saúde ou palavras-chave. Ainda assim, podem ser usados para outras formas de abusos.


https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/internet/2021-04-08-facebook-nao-vai-notificar-530-milhoes-de-utilizadores-afetados-por-vulnerabilidade/

Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...