Avançar para o conteúdo principal

Casa Branca vai reunir-se com empresas afetadas por crise dos semicondutores


 Penúria de componentes eletrónicos na Ásia está a afetar numerosos setores industriais em todo o mundo.


A Casa Branca anunciou sexta-feira que vai promover uma reunião com dirigentes de empresas afetadas pela penúria mundial de semicondutores, para ver como se pode reforçar a sua produção nos EUA.


No encontro devem participar os presidentes de 19 grupos dos EUA ou localizados no país, como a Alphabet, que é a holding da Google, a Intel, a Ford ou a General Motors (GM).


A discussão vai incidir sobre "medidas visando reforçar a resiliência das cadeias de aprovisionamento norte-americanas para os semicondutores e outros domínios-chave", indicou fonte da Casa Branca.


A reunião vai ser dirigida pelo diretor do Conselho Económico da Casa Branca, Brian Deese, e pelo conselheiro para a Segurança Nacional, Jake Sullivan.


A secretária do Comércio, Gina Raimondo, também vai participar, avançou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.


No final de março, o presidente Joe Biden tinha apresentado um plano de investimentos em setores como as infraestruturas e energia, que deve permitir a criação de milhões de empregos bem pagos.



O reforço da produção de semicondutores nos EUA está incluído.


Uma penúria de componentes eletrónicos na Ásia está a afetar numerosos setores industriais em todo o mundo, EUA incluídos.


Em particular, os fabricantes de aparelhos eletrónicos e automóveis têm sido muito penalizados.


A GM, por exemplo, foi forçada, por várias vezes, a suspender as suas linhas de produção, por falta de peças para fabricar as viaturas.


Sinal da dimensão do problema, Biden tinha ordenado no final de fevereiro o levantamento das cadeias de aprovisionamento de bens considerados essenciais, onde estavam os semicondutores.



A Intel anunciou mesmo, no final de março, a construção de duas fábricas de semicondutores nos EUA.


Este anúncio foi saudado por Gina Raimondo, que então considerou que se tratava de "um excelente exemplo dos benefícios ligados aos investimentos nacionais em fábricas de semicondutores", além de reforçar, como acrescentou, a segurança nacional.


https://www.dinheirovivo.pt/economia/casa-branca-vai-reunir-com-empresas-afetadas-por-crise-dos-semicondutores-13555051.html

Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...