Avançar para o conteúdo principal

Salários de programador em Portugal. Veja os empregos tecnológicos mais bem pagos em 2021


Um programador de interfaces gráficas (front-end) com apenas dois anos de experiência pode ganhar a partir de 30 mil euros brutos por ano no mercado português. Mas há posições, de chefia e liderança, cujos ordenados podem chegar aos 120 mil euros brutos anuais. Apesar da tendência de subida de ordenados para profissões tecnológicas em comparação com 2020, valores mostram descida salarial em algumas posições específicas


O mercado das Tecnologias da Informação (TI) está em alta: é das áreas nas quais há uma grande procura por profissionais, na qual é difícil contratar novo talento devido à falta de recursos disponíveis e grande competitividade de outras empresas, e por os próprios trabalhadores estarem de olhos postos em novas oportunidades. Estas são algumas das conclusões para Portugal apresentadas pela Robert Walters, consultora especializada em recrutamento, num evento que decorreu nesta quarta-feira.


Segundo os dados apurados, 59% dos profissionais de TI estão à procura de uma nova oportunidade de trabalho, 88% dizem mesmo estar confiantes sobre oportunidades de trabalho no setor e 40% revelam ainda a expectativa de um aumento salarial no decorrer de 2021.


“Temos uma transformação digital em todos os setores, em todas as indústrias. É por isso que há uma grande falta de talento tecnológico, as empresas vão competir pelos melhores candidatos”, sublinhou François-Pierre Puech, diretor-geral da Robert Walters para Portugal. “São pessoas que querem trabalhar em posições desafiantes, em empresas desafiantes, querem empresas de topo em termos de software e ferramentas, e orientam a carreira em função dos projetos”, acrescentou o responsável.


Mas considerando a tabela de salários para empregos tecnológicos revelada pela Robert Walters para Portugal, então alguns funcionários vão ficar desiludidos. Ainda que a tendência salarial seja de aumento, em comparação com 2020, também é possível encontrar profissões nas quais não são esperadas melhorias salariais em 2021. E mais: em alguns casos concretos, há mesmo expectativa de uma baixa salarial, como é o caso de consultores de sistemas SAP (empresa alemã especializada em software de gestão empresarial) com poucos anos de experiência.


Alguns exemplos. Um programador de interfaces gráficas (front-end) com apenas dois anos de experiência pode ganhar a partir de 30 mil euros brutos por ano no mercado português. E existem posições, de chefia e liderança, cujos ordenados podem chegar aos 120 mil euros brutos anuais, como são o caso dos diretores de tecnologias da informação (CIO), diretores de tecnologia (CTO) e diretor de cibersegurança (CSO). Mas não é difícil encontrar ordenados brutos anuais acima dos 50 mil euros, um valor muito superior ao da média salarial portuguesa – que se situava nos 1.266 euros brutos mensais, em novembro de 2020, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.


A Exame Informática compilou, na tabela abaixo, a informação salarial para aqueles que são alguns dos empregos tecnológicos mais populares no mercado. A tabela tem uma função de pesquisa para facilitar a procura dos salários e as profissões estão designadas em português e inglês.


Salários nas Tecnologias da Informação, Portugal, 2021

Fonte: Robert Walters, fevereiro 2021. Editado por Exame Informática 


https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/mercados/2021-02-24-salario-programador-portugal-2021/

Comentários

Notícias mais vistas:

Depois dos elétricos Europa quer tarifas para híbridos plug-in feitos na China

BYD Seal U DM-i, frente © BYD  Para travar a expansão dos chineses em solo europeu Bruxelas prepara-se para recorrer a um mecanismo que conhece bem: as tarifas. Depois de ter aplicado tarifas adicionais aos veículos elétricos fabricados na China em 2024, a União Europeia (UE) prepara mais uma medida protecionista. Desta vez, o alvo são os híbridos plug-in produzidos no país asiático, de acordo com o reportado pelo jornal Handelsblatt. Com os automóveis elétricos produzidos na China sujeitos a tarifas adicionais que podem chegar aos 35,3%, sobre os 10% regulares, as marcas chinesas redirecionaram parte da sua oferta para os híbridos plug-in que estão a salvo destas penalizações. Os números refletem essa aposta: a quota de mercado na Europa dos híbridos plug-in produzidos na China saltou de 18% para 30% face a abril de 2025, com as vendas a crescerem 236% no mesmo período. O exemplo mais evidente é o BYD Seal U DM-i, que foi o híbrido plug-in mais vendido na Europa no ano passado e m...

Quanto custa a licença para operar em pontos de carregamento elétrico?

 O setor da mobilidade elétrica em Portugal acaba de entrar numa nova era. O Governo divulgou recentemente as regras financeiras e administrativas para quem quer operar no mercado, facilitando o acesso a novas empresas e prometendo uma rede mais robusta para os utilizadores. Neste artigo explicamos tudo o que muda, quanto custa entrar no setor e como estas alterações afetam o bolso de quem conduz um carro elétrico. Novo regime da mobilidade elétrica: o que muda para as empresas? A grande novidade do regime jurídico que entrou em vigor a 31 de março é a maior autonomia dada aos operadores de pontos de carregamento (OPC). A partir de agora, as empresas têm liberdade para definir os seus modelos de negócio, podendo inclusive utilizar energia de autoconsumo (como painéis solares) e não estando obrigatoriamente ligadas à rede Mobi.E. Quanto custa a licença para operar pontos de carregamento? Para as entidades que pretendam exercer esta atividade, os custos foram fixados da seguinte form...

Se não se proibiram os cavalos, porquê proibir a combustão?

 Com as alterações climáticas a serem um sério problema atual, o setor automóvel é um dos mais visados com medidas de proteção ambiental. Martin Sander, da Volkswagen, defende que proibir a combustão não deve ser o caminho, comparando com a transição de cavalos para automóveis. Se não se proibiram os cavalos, porquê proibir a combustão? A partir de 2035, 90 por cento dos novos automóveis vendidos na União Europeia deverão ter de ser elétricos, numa medida que visa a transição para a mobilidade sustentável a larga escala - quando o ritmo de adoção ainda está mais lento do que o esperado.   Mas o diretor de marketing e vendas da Volkswagen, Martin Sander, é da opinião que o caminho não deve ser o de impor e de proibir. Considera que há ações que se podem fazer para convencer que é uma opção competitiva, mostrando que o valor dos carros elétricos e disponibilizando uma infraestrutura adequada - que ainda falta hoje em dia. A analogia com a transição da propulsão animal para a pro...