Avançar para o conteúdo principal

Kremlin acusa Ucrânia de esconder receita de sopa de beterraba: "Xenofobia, nazismo e extremismo"


Anadolu Agency via Getty Images


 A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo acusa a Ucrânia de banir livros de culinária para esconder a receita do borsch — uma sopa de beterraba e um prato popular no leste da Europa.

    

A porta-voz abordou também o que aconteceu na cidade de Bucha, um "episódio que está destinado a acusar a Rússia de crimes de guerra"


A guerra entre a Rússia e a Ucrânia já entrou no plano culinário. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russa acusou o país vizinho de “xenofobia, nazismo e extremismo”. O motivo? Segundo Maria Zakharova, a Ucrânia não “quer partilhar com ninguém a receita do borsch” — uma sopa com beterraba e um prato bastante popular no leste da Europa. Mais: a responsável alegou que Kiev baniu mesmo “livros de culinária”.


It looks like they are beginning to lose it completely at @mfa_russia. pic.twitter.com/YlPkCWXtfn

— Carl Bildt (@carlbildt) April 8, 2022


“Eles baniram todas as coisas que têm conexões com a etnicidade e com a cultura nacional. Até livros de culinária”, disse Maria Zakharova em conferência de imprensa, durante a qual explicou o seu ponto de vista: “Eles não querem partilhar borsch com ninguém. Ninguém. O borsch deve pertencer a uma nação” — neste caso a Ucrânia.


“E que tal fazer o borsch algo global? Para que todas as cidades, regiões e donas de casa possam fazer da sua maneira?”, sugeriu, apontando depois o dedo aos ucranianos: “Eles não querem fazer compromissos”. E aqui as acusações sobem de tom: “Xenofobia, nazismo e extremismo em todas as suas formas e feitios”.


▲ Borsch, 
Plate of traditional beetroot borscht soup with sour cream and fresh coriander served with garlic bread buns pampushka with blue textile over dark blue texture background. Top view, space


Maria Zakharova fez outras acusações. Primeiro, disse que os neonazis ucranianos “estão a cometer atrocidades” no seu próprio país: “O regime de Kiev bombardeia edifícios residenciais, matando o seu próprio povo e está a levar o seu país para um desastre humanitário”. Em contrapartida, o exército russo está a fazer tudo o que pode “para evitar a morte de civis”, além de estarem a “abrir corredores humanitários para as pessoas saírem das áreas perigosas todos os dias”.


A porta-voz abordou também o que aconteceu na cidade de Bucha, um episódio que diz ter sido criado para “acusar a Rússia de crimes de guerra”. Tal como outros responsáveis russos já tinham feito, Maria Zakharova afirmou ser uma “encenação” por parte da Ucrânia, defendendo que as forças russas “distribuíram 452 toneladas de ajuda comunitária”.


❗ Russian MFA Spokeswoman Maria #Zakharova on the situation in #Ukraine:


???? I am accusing Western and primarily the US media of not only spreading #fakenews and disinformation, but of being an accomplice in the massacre in Bucha.


The truth will always prevail. pic.twitter.com/tchimy0lWi


— MFA Russia ???????? (@mfa_russia) April 7, 2022


O que tem sido dito pelas forças ucranianas é uma “verdade alternativa”, apoiada pelos “media ocidentais”, defendeu. “Eu acuso diretamente os media do Ocidente de espalharem fake news e desinformação.” “São cúmplices do massacre de Bucha”, acusou.


José Carlos Duarte:

Kremlin acusa Ucrânia de esconder receita de sopa de beterraba: “Xenofobia, nazismo e extremismo” – Observador


Comentários

Notícias mais vistas:

Uma empresa que quase só dá prejuízo está prestes a fazer do homem mais rico do mundo o primeiro trilionário da história

 O objetivo traçado pela SpaceX é claro mas ousado: "construir os sistemas e as tecnologias necessárias para tornar a vida multiplanetária, compreender a verdadeira natureza do Universo e estender a luz da consciência às estrelas" A SpaceX revelou esta quarta-feira os tão aguardados planos de entrar em bolsa, lançando luz sobre as finanças e a liderança de uma das maiores, mais conhecidas e, ainda assim, mais secretas empresas privadas da história. A empresa de foguetões e satélites de Elon Musk revelou detalhes até agora desconhecidos, incluindo os seus membros do conselho, as vendas, os lucros, as despesas e a forma como opera. As suas ações serão negociadas na bolsa sob o código SPCX. Um dado que não foi divulgado: quanto é que a empresa espera arrecadar e qual o seu valor potencial naquela que está amplamente prevista ser a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da história - talvez até três vezes superior. Estes detalhes serão divulgados posteriormente, p...

BYD negocia compra de fábricas da Stellantis para dominar a Europa

Fábricas da Stellantis na Itália estão entre os principais alvos da BYD (Foto: Stellantis | Divulgação)  Gigante chinesa busca assumir unidades subutilizadas e descarta parcerias para manter controle direto; Itália é um dos mercados no radar da companhia A BYD confirmou estar em negociações com a Stellantis e outras montadoras para adquirir fábricas subutilizadas no território europeu, afirmou a Bloomberg. A estratégia visa consolidar a presença industrial da marca no continente e acelerar a produção local, conforme revelado pela vice-presidente executiva da companhia, Stella Li, durante a conferência “Future of the Car”, em Londres. A executiva destacou que a BYD avalia oportunidades em diversos países, com atenção especial à Itália. O país vive um impasse entre o governo e a Stellantis, com Roma pressionando o grupo para que atinja a meta de 1 milhão de veículos produzidos anualmente em plantas italianas. Para a BYD, a prioridade é a gestão direta: a fabricante prefere operar as ...

Stellantis quer democratizar elétricos na Europa com o programa E-Car

 A Stellantis lançou um novo programa de desenvolvimento de automóveis elétricos compactos e acessíveis para a Europa. O grupo automóvel quer lançar novos veículos elétricos compactos a partir de 2028, com produção inicial na fábrica italiana de Pomigliano d’Arco. A Stellantis anunciou o arranque de um novo projeto para desenvolver automóveis elétricos acessíveis. Denominado “E-Car” , é um programa de desenvolvimento de carros elétricos compactos e acessíveis que visa impulsionar o emprego europeu nas áreas do design e da produção automóvel, mas também acelerar a adoção de veículos 100% elétricos na Europa. A produção destes modelos tem arranque previsto para 2028 na unidade de Pomigliano d’Arco, em Itália. Uma unidade com capacidade para fabricar quase 300 mil veículos por ano, agora inserida naquela que é uma aposta para reforçar a mobilidade elétrica urbana e recuperar o segmento dos automóveis pequenos no mercado europeu. O regresso do carro do povo? A Stellantis refere que os ...