Avançar para o conteúdo principal

O que vai mudar para os contratos a prazo?

O Governo apresentou hoje em concertação social uma série de propostas na área laboral para reduzir a precariedade. Entre as iniciativas está a redução do período máximo dos contratos a prazo e uma penalização financeira das empresas que utilizem esse tipo de vínculo de forma excessiva.

Se a vontade do Governo prevalecer, a contratação a prazo em Portugal passará a estar mais limitada por diferentes vias, do número de vínculos à duração dos mesmos. Como António Costa antecipou à Visão as empresas que utilizem "em excesso" a contratação a prazo passarão a ser penalizadas. O objectivo é reduzir o nível de precariedade em Portugal, um dos mais elevados da Europa. Conheça as principais medidas que o Executivo apresentou hoje aos sindicatos e representantes dos patrões.

- O Jornal de Negócios escreve que os contratos a prazo passarão a ter uma duração máxima de dois anos, em vez dos três anos atuais. Além disso, as renovações seguintes não podem ultrapassar a duração inicial do vínculo. Por exemplo, um contrato de seis meses só pode ser renovado, no máximo, por mais seis meses.

- Os contratos a tempo incerto vêem a sua duração reduzida de seis para quatro anos.

- Além dessas limitações, o Executivo propõe a criação de uma nova taxa (diferente da TSU) que será paga pelas empresas que façam um uso excessivo da contratação a prazo. Segundo o Eco, essa taxa - que variará entre 1% e 2% - será calculada em função da massa salarial que os vínculos precários representam, quando esses contratos excederem a média do setor em que a empresa se insere. A expetativa do Governo é que esta medida permita arrecadar entre 70 e 90 milhões de euros, que ajudarão a financiar a Segurança Social. Ficarão de fora destas contas os contratos a prazo motivados por baixas médicas ou licenças de parentalidade. No entanto, o Negócios acrescenta que a medida poderá ter efeito apenas em 2019.

- De acordo com o Negócios, deixa também de ser possível contratar a termo, sem mais justificações, jovens à procura do primeiro emprego ou desempregados sem trabalho há mais de um ano. Essas eram razões dadas pelas empresas para poderem recorrer a este tipo de vínculo. Outra exceção permitia que empresas com menos de 750 trabalhadores contratassem a prazo para responder à abertura de novas estabelecimentos. Esse limiar baixa para 250.

- O Governo pretende também acabar com o banco de horas por negociação individual, regressando ao modelo pré-2010: toda negociação dos tempos de trabalho volta a ter de passar pela contratação coletiva, refere o Expresso.

- Os trabalhadores com contratos a prazo terão mais facilidade em aceder ao subsídio social de desemprego, com o mínimo de descontos a ser reduzido de seis para quatro meses, escreve o Eco. O subsídio social de desemprego abrange pessoas integradas em agregados com rendimentos reduzidos e quem não trabalharam tempo suficiente para ter direito ao subsídio de desemprego (12 meses).

http://visao.sapo.pt/exame/2018-03-23-O-que-vai-mudar-para-os-contratos-a-prazo-?

Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

Largo dos 78.500€

  Políticamente Incorrecto O melhor amigo serve para estas coisas, ter uns trocos no meio dos livros para pagar o café e o pastel de nata na pastelaria da esquina a outros amigos 🎉 Joaquim Moreira É historicamente possível verificar que no seio do PS acontecem repetidas coincidências! Jose Carvalho Isto ... é só o que está á vista ... o resto bem Maior que está escondido só eles sabem. Vergonha de Des/governantes que temos no nosso País !!! Ana Paula E fica tudo em águas de bacalhau (20+) Facebook