Avançar para o conteúdo principal

Banco de horas individual vai ser eliminado.

Em entrevista à VISÃO, o primeiro-ministro antecipa que o Governo vai apresentar, esta sexta-feira, à concertação social novos mecanismos que limitem "os fundamentos do recurso ao contrato a prazo" e um agravamento das contribuições para empresas que recorram excessivamente a contratos precários. A TSU não sofrerá alterações. O banco de horas individual vai ser eliminado.

Está encontrada a fórmula para contrariar o recurso excessivo das empresas à contratação a prazo e não vai passar pela Taxa Social Única (TSU). Em entrevista à VISÃO, que será publicada na íntegra na próxima semana, António Costa anuncia que o Governo vai propor a criação de "uma taxa que incidirá sobre as empresas que abusem da rotação relativamente ao respetivo setor", ou seja, um mecanismo que vise reduzir a precariedade laboral.

Se, por um lado, BE e PCP se opunham ao desagravamento das contribuições para a Segurança Social para as empresas que não utilizassem esse expediente contratual, a verdade é que as confederações patronais sempre contestaram qualquer aumento da TSU, especialmente em setores como o turismo ou a agricultura (mais suscetíveis aos efeitos da sazonalidade).

Nesta entrevista, o primeiro-ministro evita adiantar os detalhes da proposta que será apresentada aos parceiros sociais esta sexta-feira, mas antecipa que a medida para "desincentivar esse abuso de rotatividade" não passará pela TSU. Por outro lado, António Costa sublinha que também vai estreitar "os fundamentos do recurso ao contrato a prazo" e revela que o Executivo vai eliminar o chamado banco de horas individual.

http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2018-03-22-Antonio-Costa-anuncia-nova-taxa-para-penalizar-empresas-que-abusem-da-contratacao-a-prazo

Comentários

Notícias mais vistas:

Diarreia legislativa

© DR  As mais de 150 alterações ao Código do Trabalho, no âmbito da Agenda para o Trabalho Digno, foram aprovadas esta sexta-feira pelo Parlamento, em votação final. O texto global apenas contou com os votos favoráveis da maioria absoluta socialista. PCP, BE e IL votaram contra, PSD, Chega, Livre e PAN abstiveram-se. Esta diarréia legislativa não só "passaram ao lado da concertação Social", como também "terão um profundo impacto negativo na competitividade das empresas nacionais, caso venham a ser implementadas Patrões vão falar com Marcelo para travar Agenda para o Trabalho Digno (dinheirovivo.pt)

Largo dos 78.500€

  Políticamente Incorrecto O melhor amigo serve para estas coisas, ter uns trocos no meio dos livros para pagar o café e o pastel de nata na pastelaria da esquina a outros amigos 🎉 Joaquim Moreira É historicamente possível verificar que no seio do PS acontecem repetidas coincidências! Jose Carvalho Isto ... é só o que está á vista ... o resto bem Maior que está escondido só eles sabem. Vergonha de Des/governantes que temos no nosso País !!! Ana Paula E fica tudo em águas de bacalhau (20+) Facebook

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...