Avançar para o conteúdo principal

OE2027: Anecra pede incentivos ao abate e à compra de elétricos e reforma fiscal



 OE2027: Anecra pede incentivos ao abate e à compra de elétricos e reforma fiscal


Associação considera insuficientes as medidas previstas no Orçamento do Estado para 2027 e alerta para o envelhecimento do parque automóvel, as incoerências na tributação e a falta de atualização dos limites fiscais aplicáveis às empresas.

A Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (Anecra) considera que a proposta do Orçamento do Estado para 2027 é uma desilusão para o setor, pedindo um programa sério para o abate e uma reforma fiscal.


“Aquilo que encontramos no Orçamento do Estado [OE2027], com exceção da medida em que se percebe que vamos ter novamente o programa de incentivos à mobilidade elétrica – e mesmo assim não percebemos bem o perímetro da medida, nem os valores envolvidos ou o tipo de impacto que pode ter, parece-nos muito pouco”, disse à Lusa o secretário-geral da Anecra, Roberto Gaspar.


Em conversa telefónica, Roberto Gaspar apontou que o mais recente programa de incentivo à compra de veículos elétricos foi “muito pequeno”. “O valor foi muito pequeno. Abrangeu, basicamente, à volta de mil viaturas, e depois, mesmo o próprio modelo […] foi pouco planeado, que em horas esgotou completamente o seu valor e misturando um bocadinho conceitos”, disse, recordando que para a aquisição de uma viatura elétrica era necessário colocar a abate um carro com mais de 10 anos.


Roberto Gaspar recordou que esta é uma exigência que “não faz absolutamente sentido nenhum” para o atual parque automóvel, que conta com mais de 1,8 milhões de viaturas com mais de 20 anos.


Nesse sentido, defendeu que “é importantíssimo” avançar com “um programa sério de incentivo ao abate e de renovação do parque automóvel”, apontando que o seu envelhecimento tem impacto nas emissões e na sinistralidade rodoviária.


Ao mesmo tempo, Roberto Gaspar pediu “algum sinal” de que se está a pensar numa reforma da fiscalidade automóvel. “É absolutamente fundamental iniciar uma reforma estrutural da fiscalidade automóvel, adaptada à evolução tecnológica, à crescente eletrificação, aos novos modelos de mobilidade”, apontou, sublinhando que o sistema atual está concebido para outra realidade e que tem incoerências na tributação.


Um dos exemplos diz respeito a carros híbridos que por terem cilindradas mais elevadas, acabam por ser mais taxados que veículos unicamente a combustão com blocos mais pequenos, mas com emissões superiores.


OE2027: Anecra pede incentivos ao abate e à compra de elétricos e reforma fiscal


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Novo aeroporto de Lisboa. Governo exige à ANA duas pistas para grandes aviões e questiona falta de segundo terminal

Foto: ANDRÉ KOSTERS / LUSA  Resposta a relatório da ANA sobre novo aeroporto questiona eliminação de segundo terminal de passageiros para acolher expansão e existência de uma única pista preparada para aviões de maior dimensão. Plano do novo Aeroporto Luis de Camões durante a entrega do Relatório Inicial (High Level Assumption Report) da concessionária ANA sobre o desenvolvimento da capacidade aeroportuária de Lisboa,  para iniciar formalmente negociações sobre a extensão do contrato de concessão e viabilizar a construção do novo Aeroporto Luís de Camões, em Alcochete, 17 de dezembro de 2024.  ANDRÉ KOSTERS/LUSA O Governo questionou a ANA sobre o que qualifica de “alteração relevante da estratégia de expansão e faseamento do NAL (Novo Aeroporto de Lisboa)”. No comentário de resposta ao mais recente relatório técnico entregue em julho pela ANA sobre o desenvolvimento do aeroporto Luís de Camões, o Estado pede à concessionária que esclareça vários temas relacionados co...

Hidrogénio verde deve começar a ser produzido em Sines em 2025

 © Paulo Spranger/Global Imagens  GreenH2Atlantic é o projeto que integra empresas como a EDP, Galp, Martifer, Efacec e Bondalti, e que acaba de receber luz verde de Bruxelas. Construção da unidade industrial apontada para 2023. Início da produção em 2025. A partir da central termoelétrica de Sines vai começar-se a produzir hidrogénio renovável (leia-se verde) dentro de quatro anos, graças ao projeto GreenH2Atlantic. Este projeto é responsabilidade de um consórcio de 13 entidades e acaba de ser selecionado por Bruxelas para ser apoiado por um fundo de 30 milhões de euros, no âmbito do programa Horizon 2020 - Green Deal, foi esta terça-feira anunciado. "Um consórcio de 13 empresas e parceiros de investigação foi selecionado pela Comissão Europeia no âmbito do Green Deal para desenvolver um projeto de produção de hidrogénio verde de 100 MW [megawatts] em Sines", lê-se num comunicado da EDP, que integra o projeto. O consórcio integra também a Galp, a Martifer, a Efacec, a Engie,...