A decisão ainda não está tomada pela Infraestruturas de Portugal, mas essa hipótese foi referida aos principais operadores do setor e potenciais concorrentes a esta obra.
Infraestruturas de Portugal (IP) está a avaliar a possibilidade de lançar o terceiro troço da linha de Alta Velocidade que ligará Lisboa e Porto, entre Soure e Carregado, em duas Parcerias Público-Privadas (PPP), escreve esta sexta-feira o Jornal de Negócios (acesso pago).
Em causa está o facto de se a ligação for lançada numa única concessão, como está previsto, terá um total de cerca de 130 quilómetros, e um preço-base a concurso na ordem dos três mil milhões de euros, devido à redução de 11 quilómetros que foi feita no troço anterior, entre Oiã e Soure.
Os trabalhos de construção do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa, que ligará Campanhã a Oiã, arrancaram na segunda-feira. Nesse dia, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, reforçou o compromisso das empresas portuguesas no projeto, destacando que é preciso cumprir prazos.
IP avalia dividir terceiro troço da Alta Velocidade em duas PPP – ECO
Comentário do Wilson:
Não entendo — ou melhor, entendo, mas não sei se concordo. Quanto a fazer do TGV Porto-Lisboa uma PPP no âmbito da sua construção, custa-me muito a concordar; dividi-la em várias PPP compreendo que sirva para dar margem às empresas portuguesas que, dada a sua dimensão reduzida, não conseguem assumir a totalidade da empreitada. Do que duvido seriamente é que esse modelo seja vantajoso para os utentes e para os contribuintes.
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