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Austeridade vai ter de regressar: FMI não acredita em mais excedentes em Portugal


Brandão de Brito, secretário de Estado do Orçamento, e Joaquim Miranda Sarmento


 Os mercados financeiros estão menos tolerantes; a segurança orçamental “praticamente desapareceu”; e a dívida pública em risco efetivo é superior ao PIB mundial. Os avisos são do FMI, que, em Portugal, não antecipa novos excedentes orçamentais. Daqui para a frente, os défices regressam


A economia portuguesa consolida a trajetória de descida do nível de endividamento público nos próximos cinco anos, mas não volta a ver, daqui em diante, excedentes nas contas públicas, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicadas no Fiscal Monitor. Os economistas do Fundo são até mais otimistas do que a equipa do ministro português Miranda Sarmento em matéria de dívida pública, projetando uma redução para 82,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano e uma descida abaixo de 75% em 2031, mas não endossam o otimismo do Ministério das Finanças em Lisboa nas contas certas.


Jorge Nascimento Rodrigues

Austeridade vai ter de regressar: FMI não acredita em mais excedentes em Portugal - Expresso


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