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Diretor-executivo da Citadel considera “quase certo” que existe uma bolha de IA



 O empresário que gere a Citadel, uma empresa de serviços financeiros, considera que as empresas estão a pagar por modelos de Inteligência Artificial (IA) sem conseguirem retirar deles, consistentemente, valor suficiente, numa altura em que as empresas que os desenvolvem planeiam gastar ainda mais em chips, centros de dados e novos sistemas.


Durante a conferência Future of Global Markets, em Nova Iorque, Ken Griffin afirmou que os investidores estão “quase certamente” perante uma bolha de IA. Citada pela Bloomberg, a declaração surge num momento em que os investidores se mostram mais ansiosos com o intervalo entre o pagamento da infraestrutura de IA e o retorno resultante, receando que os lucros e os ganhos de produtividade cheguem mais devagar do que o esperado.


Um retorno ainda desigual

Na perspetiva de Ken Griffin, a capacidade das empresas norte-americanas de extrair valor dos modelos de IA tem sido muito desigual. Segundo o empresário, isso indica que muitas ainda estão a perceber como tornar a tecnologia suficientemente útil para justificar a despesa.


Para quem desenvolve os modelos, o desafio passa por continuar a melhorá-los e a criar uma procura capaz de sustentar o investimento. Por sua vez, os clientes precisam de converter o acesso à tecnologia em ganhos mensuráveis no trabalho.


Ameaça para uns, oportunidade para outros

Apesar do alerta, Griffin apresentou uma avaliação mais otimista do potencial empresarial da IA, que poderá ajudar a lançar novas empresas e, ao mesmo tempo, enfraquecer as vantagens das já estabelecidas. Além disso, antevê uma “era dourada” para os empreendedores.


A lição da bolha do dot-com

Na mesma intervenção, Griffin defendeu que uma bolha especulativa não exclui uma mudança tecnológica duradoura, lembrando que as grandes transformações da economia andam geralmente associadas a bolhas.


Exemplificando, referiu o período do dot-com, em que modelos de negócio que descreveu como fantasiosos atraíram investimento antes do colapso, mas do qual algumas empresas saíram com negócios que perduraram, tornando-se líderes de mercado durante décadas. Aliás, acrescentou que gostaria de ter mantido as suas ações da Amazon nessa altura.


Diretor-executivo da Citadel considera "quase certo" que existe uma bolha de IA


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