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Burnham defende junto a Trump "acesso total" de Kyiv ao Starlink



 O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, defendeu junto do Presidente norte-americano, Donald Trump, a importância de a Ucrânia ter acesso total à rede de satélites Starlink, segundo Downing Street.


O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, defendeu hoje junto do Presidente norte-americano, Donald Trump, a importância de a Ucrânia ter acesso total" à rede de satélites Starlink, segundo Downing Street.


O líder britânico destacou que este sistema, cuja versão militar é conhecida por Starshield, é essencial para que os ucranianos "possam continuar a defender-se contra a invasão em grande escala conduzida pela Rússia".


Andy Burnham "elogiou a iniciativa do Presidente Trump de levar (o Presidente russo Vladimir) Putin à mesa das negociações", detalhou a assessoria do chefe do Governo britânico.


"Os líderes concordaram em trabalhar em conjunto, ao lado dos parceiros internacionais, para pôr fim a este derramamento de sangue", acrescentou.


Kiev relatou hoje que continuam a registar-se restrições no acesso ao Starshield, apesar de Trump ter anunciado, na véspera, que Elon Musk, dono da SpaceX, tinha restabelecido o acesso pleno das forças ucranianas à rede.


Uma fonte do Ministério da Defesa da Ucrânia informou hoje os jornalistas — incluindo da AFP — que as falhas técnicas continuavam a registar-se.


Trump, noticiou na quinta-feira o The Wall Street Journal, telefonou a Musk pedindo que suspendesse as limitações à versão militar do sistema de satélites Starlink na Ucrânia.


Segundo o jornal, que cita responsáveis norte-americanos, Trump manifestou a Musk frustração com o limite de velocidade imposto aos equipamentos ucranianos ligados à rede — que perdiam a ligação ao ultrapassar cerca de 160 quilómetros por hora —, o que, por sua vez, prejudicava a eficácia dos drones de ataque e dos intercetores ucranianos face às ofensivas russas.


Fontes oficiais de Washington e Kiev indicaram ao jornal que o serviço passou a funcionar com maior normalidade na quinta-feira, após a conversa; contudo, alguns representantes ucranianos salientaram que o sistema ainda não funciona com total normalidade.


O telefonema aconteceu depois de o mesmo jornal ter afirmado que Musk ordenou a redução da velocidade do serviço, no meio de versões contraditórias entre a SpaceX e a Casa Branca sobre se o magnata agiu por conta própria ou a pedido do governo norte-americano.


"Não quero entrar em detalhes", afirmou Trump quando questionado pela imprensa, na Casa Branca, sobre o alegado telefonema feito a Musk. Trump limitou-se a dizer que a sua relação com o empresário do setor tecnológico "é muito boa".


"A verdade é que, quer tenha sido eu a ligar, quer tenha sido outra pessoa, não faz diferença nenhuma. No final de contas, o que importa é que ele restabeleceu o serviço", acrescentou o Presidente norte-americano.


O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou na terça-feira o restabelecimento dos alertas precoces dos Estados Unidos destinados a detetar mísseis russos, outro problema de que as forças ucranianas se queixaram nas últimas semanas, marcadas por críticas de Trump a Kiev e ameaça de retaliações em caso de ataques a refinarias russas.


Steve Witkoff, enviado de Trump, reuniu-se esta semana com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo, na sequência de uma reunião em Oslo com líderes europeus e Zelensky, que apelou a uma cessação dos combates nas posições atuais como primeiro passo para as negociações.


A Rússia exige, nomeadamente, que o exército ucraniano se retire dos territórios que ainda controla na região de Donetsk (leste da Ucrânia), o que Kiev considera inaceitável.


Também Witkoff deu nota da distância entre as partes beligerantes, considerando na rede social X que as discussões com Putin tinham sido "construtivas e que iriam prosseguir no âmbito de conversações trilaterais", mas reconhecendo haver ainda "muito trabalho a fazer".


Burnham defende junto a Trump "acesso total" de Kyiv ao Starlink - Notícias ao Minuto


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