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Alemanha abre porta à “condução autónoma” da Tesla, mas exige novo nome



 Berlim quer acelerar a aprovação europeia do sistema da Tesla, mas exige à fabricante que abandone a designação “full self-driving”, considerada enganadora.


Fomos conduzidos por um Tesla Model Y em Amesterdão e a experiência demonstra que a tecnologia de condução autónoma está já numa fase muito avançada DR


O pragmatismo alemão encontrou uma saída negociada para desbloquear a aprovação do sistema mais avançado de assistência à condução da Tesla, conhecido até agora como “full self-driving”.


O Ministério Federal dos Transportes manifestou a intenção de viabilizar a tecnologia na Alemanha e de defender a sua aprovação a nível comunitário. Em troca do apoio de Berlim, a empresa liderada por Elon Musk terá aceitado uma concessão há muito reclamada por especialistas em segurança rodoviária: abandonar no mercado alemão a controversa designação comercial “full self-driving”, ou condução totalmente autónoma.


O pacote de software passará a chamar-se “Tesla assisted driving”, ou condução assistida Tesla. A alteração procura reduzir a distância entre a promessa comercial e aquilo que o sistema efectivamente oferece.


Durante anos, a marca norte-americana promoveu esta tecnologia como se os seus automóveis estivessem próximos de dispensar a intervenção humana. Na prática, continua a tratar-se de um sistema de nível 2, a responsabilidade pela condução e a vigilância permanente da estrada cabem à pessoa sentada ao volante.


O ministro alemão dos Transportes, Steffen Bilger, manifestou em Berlim a intenção de desbloquear o dossiê em Bruxelas.


“O meu objectivo é que os condutores da Tesla possam usufruir dos benefícios da condução assistida em toda a União Europeia com a maior rapidez possível”, afirmou, após conversações directas com a direcção da fabricante norte-americana.


Segundo Bilger, as duas partes alcançaram um entendimento construtivo sobre matérias técnicas e questões relacionadas com a responsabilidade civil.


A posição alemã altera o equilíbrio político europeu. Para uma tecnologia desta natureza receber autorização à escala comunitária, é necessária uma maioria qualificada de, pelo menos, 15 Estados-membros, representando 65 por cento da população da União Europeia.


Até agora, apenas oito países, incluindo a Croácia e os Países Baixos, onde já experimentámos a tecnologia da marca de Elon Musk, tinham dado parecer favorável. A autoridade neerlandesa RDW assumiu um papel pioneiro no processo de aprovação.


Com a França firmemente oposta e países como Espanha e Itália fora do grupo inicial de apoiantes, o aval da maior economia europeia acrescenta a massa demográfica necessária para aproximar a tecnologia de uma autorização no conjunto da União Europeia.


Câmaras, algoritmos e a ilusão do piloto automático

A solução que a Tesla pretende levar às estradas europeias assenta numa filosofia distinta da adoptada por grande parte da concorrência.


Enquanto fabricantes tradicionais e empresas de condução autónoma, como a Waymo, recorrem a radares e a sensores Lidar, capazes de produzir mapas tridimensionais do espaço em redor do automóvel, a Tesla aposta essencialmente em câmaras digitais e redes neuronais de inteligência artificial.


O computador de bordo analisa as imagens em tempo real para reconhecer marcações no pavimento, peões, ciclistas, outros veículos e cruzamentos complexos.


Esta opção permitiu à Tesla equipar centenas de milhares de automóveis sem acrescentar ao custo de produção sensores externos mais dispendiosos. Em contrapartida, continua a suscitar reservas entre os reguladores. Sem radares ou feixes laser, o sistema fica naturalmente dependente da informação recolhida pelas câmaras.


Chuva intensa, nevoeiro cerrado, sujidade acumulada nas lentes ou o encandeamento provocado pelo sol rasante podem dificultar a interpretação do ambiente em redor do veículo.


No comunicado divulgado pelo ministério alemão, a natureza da tecnologia é apresentada sem ambiguidades: “Trata-se de um sistema de assistência ao condutor que pode apoiar certas tarefas de condução, como acelerar, travar e manobrar. Contudo, o condutor tem de permanecer atento em todos os momentos.”


A designação comercial não é um pormenor. Perante a promessa de um automóvel capaz de conduzir sozinho, o condutor pode sentir-se tentado a relaxar a vigilância, consultar o telemóvel ou desviar os olhos da estrada. Vários acidentes ocorridos nos Estados Unidos, investigados pela autoridade federal de segurança rodoviária NHTSA, foram associados ao excesso de confiança nestes sistemas.


Ao substituir “full self-driving” por “Tesla assisted driving”, as autoridades alemãs procuram criar uma barreira psicológica contra essa falsa sensação de autonomia. A tecnologia pode funcionar como um co-piloto electrónico e reduzir o esforço em viagens longas, mas não substitui as mãos, os olhos e a atenção do condutor.


O entendimento entre as autoridades alemãs e a Tesla inclui ainda um ponto controverso: uma margem de tolerância até dez por cento acima dos limites legais de velocidade.


Em ensaios recentemente realizados na Bélgica, veículos da marca terão ultrapassado o limite de 30 quilómetros por hora em várias artérias urbanas, provocando críticas de especialistas em segurança rodoviária.


A tutela alemã terá aceitado uma flexibilidade limitada, argumentando que “pequenos excessos de velocidade podem contribuir para um tráfego mais uniforme e fluido, dependendo da situação”.


O objectivo será evitar que uma interpretação demasiado rígida dos limites provoque desacelerações súbitas, travagens desnecessárias ou perturbações no fluxo de trânsito. A solução não deixa, porém, de levantar dúvidas jurídicas e de segurança, uma vez que a fluidez do tráfego não elimina a obrigação de cumprir os limites legais.


Com o apoio de Berlim, a Tesla fica mais próxima de obter uma aprovação europeia para o seu sistema. Essa autorização alargaria substancialmente o mercado potencial de um serviço actualmente apresentado, em Portugal, como “condução automatizada total” e vendido através de uma subscrição mensal de 99 euros.


por Sérgio Magno

Alemanha abre porta à “condução autónoma” da Tesla, mas exige novo nome | Plug-in | PÚBLICO


por Wilson/Gemini:

O full self-driving assisted da Tesla já funciona em Portugal?


Não, o Full Self-Driving (FSD / Condução Autónoma Total) da Tesla ainda não está disponível/funcional para utilizadores em Portugal.   

Not an FSD Tracker


Qual é a situação atual?

Situação na Europa: O sistema começou a ser aprovado individualmente em alguns países europeus após o organismo de homologação holandês (RDW) ter aprovado o sistema sob os novos regulamentos europeus (DCAS / UN Regulation 171). Países como Países Baixos, Bélgica, Dinamarca, Croácia, entre outros, já aprovaram a utilização.   

fsdtracker.eu

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Situação em Portugal: O IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes) está a acompanhar o processo europeu e a preparar o enquadramento regulatório, mas ainda não emitiu o reconhecimento nacional nem autorizou o lançamento do FSD ao público em estradas portuguesas.   

Not an FSD Tracker


O que está disponível hoje em Portugal: Os veículos Tesla continuam a dispor apenas do Autopilot Básico (manutenção na faixa de rodagem e cruise control adaptativo) e do Autopilot Aperfeiçoado (EAP), com funções limitadas.


O que esperar a curto/médio prazo?

Aprovação EU-wide: Para que o FSD fique ativo automaticamente em Portugal sem necessidade de decisão isolada de cada país, é necessária uma votação e aprovação comunitária no comité europeu (TCMV).   

fsdtracker.eu


Requisitos do veículo: Quando for lançado, esta versão do FSD em solo europeu exigirá veículos equipados com o Hardware 4 (AI4) e continuará a ser classificada como um sistema de Nível 2 (Supervisionado), o que significa que o condutor é legalmente responsável e tem de manter a atenção na estrada a todo o momento.   

fsdtracker.eu

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O full self-driving que já funciona em alguns países europeus è igual ao americano


Não, o sistema ativado recentemente em alguns países europeus não é igual ao americano.   

Teslarati


A versão europeia do FSD (que a Tesla passou a denominar oficialmente na Europa como Tesla Assisted Driving para cumprir exigências regulatórias) é significativamente mais conservadora e limitada em capacidades do que a versão disponível nos Estados Unidos.   

Teslarati


Principais Diferenças entre a Versão Europeia e a Americana

1. Nome Comercial Regulamentado

EUA: Chamado de Full Self-Driving (Supervised).   

Teslarati

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Europa: Denominado Tesla Assisted Driving. As autoridades de homologação europeias consideraram o nome "Full Self-Driving" enganoso, pois o sistema continua a ser de Nível 2 (apoio à condução, onde o condutor é 100% responsável).   

fsdtracker.eu

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2. Comportamento e Dinâmica de Condução

EUA: O software utiliza modos de condução mais assertivos (como o perfil de velocidade dinâmico), faz mudanças de faixa mais incisivas e circula com margens de manobra mais próximas das de um condutor humano ágil.   

Teslarati

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Europa: O software é programado de forma bastante defensiva. Perante situações de dúvida em cruzamentos, entroncamentos ou rotundas complexas, o sistema opta por parar ou abrandar de forma muito mais cautelosa.   

fsdtracker.eu


3. Âmbito de Funcionamento (Cidade vs. Autoestrada)

EUA: Funciona de ponta a ponta em quase qualquer cenário (autoestradas, ruas de cidade, bairros residenciais e parques de estacionamento).


Europa: A aprovação inicial (sob o regulamento UN R-171 / DCAS) foca-se essencialmente na condução em vias rápidas/autoestradas e cenários urbanos simples. A navegação autónoma em redes urbanas complexas em solo europeu tem um calendário de desenvolvimento e aprovação faseado.   

fsdtracker.eu


4. Monitorização e Alertas ao Condutor

EUA: Monitoriza a atenção do condutor via câmara interna, mas permite maior tolerância.   

Teslarati


Europa: Impõe regras rigorosas de acompanhamento da atenção. Se o condutor desviar o olhar da estrada ou não mantiver as mãos prontas para intervir, o sistema emite avisos de intervenção com maior frequência e desativa-se mais rapidamente.   

fsdtracker.eu

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5. Suporte de Hardware

EUA: Funciona tanto em veículos com Hardware 3 (HW3) como Hardware 4 (HW4/AI4).   

Teslarati

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Europa: A homologação europeia restringe o lançamento apenas a veículos equipados com o Hardware 4 (AI4), não estando autorizado para veículos com Hardware 3.   

fsdtracker.eu

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Por que existem estas diferenças?   

Teslarati

As diferenças devem-se ao enquadramento legal: enquanto nos EUA a regulamentação é mais flexível (post-market oversight — lança-se o software e fiscaliza-se depois), na União Europeia vigora o sistema de homologação prévia (type approval). A Tesla teve de adaptar e restringir a inteligência artificial para que cumpra rigorosamente as regras de segurança rodoviária europeias.   

Teslarati

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