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Nos e Telefónica fecham “acordo estratégico” para soluções de defesa e segurança



Interoperabilidade de redes, comunicações seguras, edge computing, IA, 5G avançado, bem como a sua integração com sistemas de comando e controlo são áreas que as operadoras querem colaborar.

A Nos e a Telefónica fecharam um “acordo estratégico” para desenvolver novas soluções de defesa e segurança, depois de no REPMUS, exercício de robótica e veículos autónomos organizado pela Marinha Portuguesa, os dois operadores terem demonstrado a capacidade de integrar as suas tecnologias 5G em cenários operacionais.

“Esta colaboração assume particular relevância no atual contexto europeu, em que o novo cenário de Defesa e Segurança exige infraestruturas digitais capazes de operar de forma coordenada além-fronteiras, garantindo comunicações seguras, resilientes e interoperáveis”, diz João Ricardo Moreira, administrador da Nos Comunicações.

Durante o REPMUS, que levou a Troia empresas e entidades dos países NATO, com participação de mais de 30 marinhas no maior exercício operacional de robótica e veículos autónomos, a Nos integrou as suas capacidades 5G com as da Telefónica, “demonstrando, em contexto operacional, a capacidade de interoperabilidade entre diferentes infraestruturas de telecomunicações e o seu potencial para suportar novos serviços e aplicações em cenários exigentes de Defesa e Segurança“.

Esta colaboração assume particular relevância no atual contexto europeu, em que o novo cenário de Defesa e Segurança exige infraestruturas digitais capazes de operar de forma coordenada além-fronteiras, garantindo comunicações seguras, resilientes e interoperáveis.

No REPMUS deu mais um passo, com o fecho de uma parceria com a operadora espanhola. “Este acordo contribui para o reforço da soberania tecnológica europeia e foi possível graças ao apoio e à colaboração da Marinha Espanhola e da Marinha Portuguesa, que proporcionaram um ambiente operacional para testar e avaliar a aplicação destas tecnologias”, refere Javier López Gutiérrez.

“Este trabalho permite-nos avançar no desenvolvimento de soluções cada vez mais ajustadas às necessidades reais dos utilizadores de Defesa, tanto na União Europeia como na NATO”, destaca o diretor de Defense and Security da Telefónica Espanha.

No âmbito deste “acordo estratégico”, as duas operadoras querem desenvolver em conjunto “soluções avançadas de conectividade, comunicações seguras e serviços digitais adaptados aos novos cenários de defesa”.

Interoperabilidade de redes, comunicações seguras, edge computing, inteligência artificial (IA), 5G avançado e novas arquiteturas de conectividade, bem como a sua integração com sistemas de comando e controlo, plataformas autónomas e outras tecnologias emergentes são as áreas que as duas empresas querem desenvolver em conjunto.

Este trabalho permite-nos avançar no desenvolvimento de soluções cada vez mais ajustadas às necessidades reais dos utilizadores de Defesa, tanto na União Europeia como na NATO.

NOS no setor da defesa

Este é mais um passo no setor de defesa para a operadora nacional que criou, inclusive, uma empresa a Nos Security Technology para responder ao atual momento de forte investimento e procura por soluções de defesa na Europa, tal como avançou em abril o ECO/eRadar.

Através da Nos Security Technology, a operadora lidera o projeto HORUS, com financiamento de 3,68 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), visando a criação de soluções que reforcem a resiliência do país face a ameaças híbridas, com conclusão prevista para maio de 2028.

E através do seu braço de Inovação, a NOS integra um consórcio europeu, financiado pelo Fundo Europeu de Defesa (call de 2024): o Neuroquad, projeto que visa ajudar pilotos militares a tomar as melhores decisão em momentos de elevada tensão ou stress.

Liderado pela Multiverse Computing SAS — integrando além da Nos Inovação, a Universidade Politécnica de Madrid, as tecnológicas europeias G.TEC, Oesia e Zabala, o Centro de Medicina Aeroespacial da Força Aérea Alemã, e a Força Aérea Espanhola—, o Neuroquad é totalmente financiado em cerca de quatro milhões de euros pelo Fundo Europeu de Defesa e envolve três grandes áreas de investigação: a neurotecnologia, a IA e a computação quântica. 


Nos e Telefónica fecham “acordo estratégico” para soluções de defesa e segurança – ECO


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