Avançar para o conteúdo principal

Fisco vai fazer cobranças da limpeza dos terrenos

Medida está prevista na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, mas a Associação Nacional dos Municípios duvida da sua eficácia.

O Orçamento do Estado para 2019 prevê que as autarquias possam passar para o fisco a cobrança das despesas que estas tenham com a limpeza de terrenos e matas quando os respetivos donos não a fazem. A Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) não rejeita a solução, mas duvida da sua eficácia, tendo em conta a ausência de um cadastro rústico com dados atualizados da caracterização e identificação dos terrenos.

O governo decidiu prolongar para 2019 o regime excecional de redes de faixas de gestão de combustível, atribuindo às autarquias a responsabilidade pela limpeza dos terrenos na ausência de resposta dos proprietários. Nesta situação, os donos estão obrigados a permitir o acesso aos terrenos e a ressarcir os municípios das despesas.

Prevendo dificuldades nesta cobrança, o OE/2019 vem determinar que “na falta de pagamento, pelos responsáveis, da despesa realizada pelos municípios, é emitida certidão de dívida”, “podendo a cobrança coerciva ser protocolada com a Autoridade Tributária e Aduaneira”. O objetivo é, assim, fazer com que seja a AT (que tem na sua posse as cadernetas prediais e os dados dos contribuintes) a fazer a cobrança dos valores em causa, aplicando na prática o Código de Procedimento e de Processo Tributário que, desde 2016, prevê que a competência de cobrança de dívidas às autarquias possa ser atribuída ao fisco, mediante protocolo.

https://www.dinheirovivo.pt/economia/fisco-vai-fazer-cobrancas-da-limpeza-dos-terrenos/

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Porto de Leixões recebe 7,2 milhões de euros para descarbonizar navios atracados

 O programa Sustentável 2030 vai financiar a instalação de sistemas de energia elétrica nos terminais do Porto de Leixões. O investimento visa apoiar a transição energética do setor. O programa Sustentável 2030 lançou um concurso de 7,2 milhões de euros destinado a financiar a implementação de sistemas de abastecimento de energia elétrica para embarcações acostadas no Porto de Leixões. A taxa de cofinanciamento público poderá atingir os 85% do montante total investido pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL). Os novos sistemas eletrónicos serão distribuídos pelos terminais de contentores Norte e Sul, bem como pelo terminal de passageiros localizado na Doca 1 Norte. Ao assegurar o fornecimento de eletricidade a partir de terra, esta infraestrutura permitirá que os navios operem com os motores desligados durante a sua permanência no porto, eliminando as emissões diretas de gases com efeito estufa e mitigando a poluição sonora na região circundante. Em...

Marrocos reivindica Ceuta e Melilla no Parlamento

© Thomas COEX / AFP via Getty Images  Partidos governamentais e da oposição reivindicaram a soberania de Marrocos sobre Ceuta e Melilla, no parlamento marroquino. Os partidos marroquinos da coligação governamental e da oposição reclamaram hoje a soberania do seu país sobre as cidades espanholas de Ceuta e Melilla, localizadas no norte de África.   O nacionalista Istiqlal alertou que a parceria com Espanha não pode ser feita à custa da integridade territorial de Marrocos. Estas posições foram expressas no Parlamento marroquino durante o debate sobre o programa do novo Governo, presidido por Fatima Ezzahra el Mansouri e formado após as eleições legislativas do mês passado em Marrocos. O Partido Autenticidade e Modernidade (PAM, liberal), que lidera a coligação governamental, pediu que se continue o trabalho nacional e diplomático para "completar a unidade territorial" de Marrocos e defender o seu "direito legítimo de recuperar Ceuta, Melilla e as ilhas marroquinas ocupadas...