Avançar para o conteúdo principal

Renault prepara um eléctrico para vender por 7.300€

Para conseguir vender um veículo eléctrico por um valor ligeiramente superior a 7.000€, há que poupar no carro e nas baterias. A Renault está apostada em resolver ambos os problemas.

O Kwid será muito provavelmente a base do veículo eléctrico que a Renault pretende lançar em 2020, por um valor de apenas 7.300€, cerca de um quarto do que é exigido por um Zoe

Tendo em conta que o Zoe, o automóvel eléctrico mais barato da Renault, está à venda por mais de 30.000€, incluindo as baterias, e ainda assim é dos mais em conta do mercado, vai ser necessário um esforço considerável para conseguir propor um veículo equivalente, em matéria de dimensões, por menos de um quarto deste valor. Mas os franceses da Renault acham que é possível e pensam colocá-lo à venda dentro de dois anos.

A marca gaulesa está a contar com a redução dos custos das baterias, que todos anos cortam uma fatia ao preço por kWh. A isto pretende juntar um veículo mais simples – e produzido em países onde a mão-de-obra tem custos inferiores, como a Índia, China ou Brasil – e com menos equipamento, associado a uma produção em massa para, mais uma vez, torná-lo mais acessível.

De momento, o objectivo da Renault é o Kwid, veículo não disponível na Europa, mas apenas em mercados como o indiano e alguns dos sul-americanos, com destaque para o brasileiro. Mas é bom ter presente que mesmo nestes países, vender um veículo eléctrico por 7.300€ (cerca de 8.500$) vai ser um choque, pois, por exemplo, o recém-lançado Hyundai Kona Electric, que em Portugal vamos conhecer como Kauai Electric, começou a ser recentemente vendido na Índia por valores que oscilam entre 28 e 35 mil dólares.

É certo que o Kwid é dos veículos mais baratos na Índia, mas a notícia é que a Renault está a recorrer a fornecedores chineses de baterias para ter acesso a sistemas de locomoção mais baratos, pois nos carros movidos a bateria, esta é de longe a peça mais cara do veículo.

Apesar de o Kwid não ser esperado na Europa, a gasolina ou eléctrico, uma vez que tem dificuldades em cumprir com as normas de segurança, o desenvolvimento de um eléctrico por um valor tão baixo abre a porta à possibilidade de ser possível comercializar automóveis a bateria muito mais baratos na Europa. Necessariamente com um bom desempenho em termos de segurança, mas mais simples, menos equipados e menos potentes, para poder ir mais longe com uma bateria mais pequena, pois quanto maior ela é, mais caro o veículo se torna.


https://observador.pt/2018/08/26/renault-prepara-um-electrico-para-vender-por-7-300e/

Comentários

Notícias mais vistas:

J.K. Rowling

 Aos 17 anos, foi rejeitada na faculdade. Aos 25 anos, sua mãe morreu de doença. Aos 26 anos, mudou-se para Portugal para ensinar inglês. Aos 27 anos, casou. O marido abusou dela. Apesar disso, sua filha nasceu. Aos 28 anos, divorciou-se e foi diagnosticada com depressão severa. Aos 29 anos, era mãe solteira que vivia da segurança social. Aos 30 anos, ela não queria estar nesta terra. Mas ela dirigiu toda a sua paixão para fazer a única coisa que podia fazer melhor do que ninguém. E foi escrever. Aos 31 anos, finalmente publicou seu primeiro livro. Aos 35 anos, tinha publicado 4 livros e foi nomeada Autora do Ano. Aos 42 anos, vendeu 11 milhões de cópias do seu novo livro no primeiro dia do lançamento. Esta mulher é JK Rowling. Lembras de como ela pensou em suicídio aos 30 anos? Hoje, Harry Potter é uma marca global que vale mais de $15 bilhões. Nunca desista. Acredite em você mesmo. Seja apaixonado. Trabalhe duro. Nunca é tarde demais. Esta é J.K. Rowling. J. K. Rowling – Wikipédi...

Diarreia legislativa

© DR  As mais de 150 alterações ao Código do Trabalho, no âmbito da Agenda para o Trabalho Digno, foram aprovadas esta sexta-feira pelo Parlamento, em votação final. O texto global apenas contou com os votos favoráveis da maioria absoluta socialista. PCP, BE e IL votaram contra, PSD, Chega, Livre e PAN abstiveram-se. Esta diarréia legislativa não só "passaram ao lado da concertação Social", como também "terão um profundo impacto negativo na competitividade das empresas nacionais, caso venham a ser implementadas Patrões vão falar com Marcelo para travar Agenda para o Trabalho Digno (dinheirovivo.pt)

O fim do dinheiro físico: estamos a um apagão de perder tudo?

Primeiramente, estamos a caminhar a passos largos para uma dependência quase total das infraestruturas digitais no nosso dia a dia. Quando pagas um simples café com o smartphone ou com o cartão, dependes da bateria do teu equipamento, da qualidade da rede da tua operadora, dos servidores do teu banco e das plataformas de processamento de pagamentos. Consequentemente, se apenas um destes elos falhar, a transação não acontece e o sistema cai por terra. O fim do dinheiro físico pode levar-nos a perder tudo num apagão? Fim do dinheiro físico: o cerco cada vez mais apertado às notas e moedas Além disso, a legislação europeia e nacional está a apertar o cerco ao uso de dinheiro vivo, o que acelera esta transição para o digital. A União Europeia aprovou recentemente um limite máximo de 10 000 euros para pagamentos em numerário, uma regra que entrará em vigor em todos os Estados-membros até 2027. Por outro lado, em Portugal, as restrições já são significativamente mais severas. Atualmente, a l...