Avançar para o conteúdo principal

Esta caravana foi pensada para um futuro com carros elétricos

Quando todos os automóveis passarem a ser elétricos, vai ser mais difícil fazer viagens longas com caravanas. O peso adicional destas vai drenar as baterias dos carros elétricos mais depressa do que o faria com um veículo a gasolina ou Diesel, e embora o carregamento de alta velocidade esteja a chegar a cada vez mais locais, um caravanista não se pode dar ao luxo de ficar sem bateria no meio do nada. Por isso, a Dethleffs revelou a sua primeira caravana com motores elétricos, que vai poupar energia ao veículo que a puxa.

Uma das principais construtoras de caravanas da Europa, a Dethleffs já tinha apresentado um protótipo para uma autocaravana coberta de painéis solares, não só no tejadilho como também nas paredes laterais. Agora, a marca alemã aplica um tratamento semelhante a uma caravana, um protótipo chamado e.home coco. O protótipo está equipado com painéis solares, uma bateria de grandes dimensões e dois motores, um por cada roda. Estes são controlados por um módulo de redução de pressão, que garante que o peso não é transportado diretamente pelo motor do automóvel.

A bateria de 80 kWh tem energia acumulada suficiente não só para a utilização normal da caravana como também para os motores das rodas. Da maneira como são usados com o módulo, o carro só precisa de gastar potência a transportar 100 kg do peso total da caravana. Os motores também estão preparados para recuperar energia de travagem ou em descidas. Para manter a estabilidade da caravana, também vai estar equipado com um sistema semelhante a distribuição de potência por cada roda, do mesmo género que é encontrado em carros desportivos.

Para provar a validade do conceito da e.home coco, a Dethleffs propõe-se a atravessar os Alpes com a caravana puxada por um carro elétrico. A ideia é mostrar que um veiculo elétrico vai poder ser usado por caravanistas no futuro, e que a sua nova caravana com motores elétricos vai vulgarizar-se no futuro.

https://www.motor24.pt/motores/lifestyle/esta-caravana-pensada-um-futuro-carros-eletricos/

Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...