Avançar para o conteúdo principal

Sete formas de prevenir a demência

Apesar de não ter cura, pode adotar alguns hábitos que o vão ajudar a proteger-se contra a doença
Portugal é o 4º país da OCDE com mais casos de demência, segundo um relatório divulgado em junho deste ano, ficando atrás apenas da Alemanha, da Itália e do Japão.

O mesmo relatório dá conta de a resposta de que Portugal a estes resultados é muito deficitária, uma vez que há falta de especialistas que sigam os doentes e de programas de deteção da doença. E o cenário tende a piorar, com a previsão de que, em 2037, o País suba para a 3ª posição de mais doentes com demência.

Os dados não são animadores, mas há formas muito simples que o podem ajudar a prevenir esta doença, e acordo com investigações científicas que foram sendo feitas.

AQUI FICAM SETE PASSOS QUE PODE SEGUIR
1. Não fume - A longo prazo, o tabaco é prejudicial às funções cognitivas do cérebro. Uma investigação de 2011 mostrou que pessoas de meia idade que fumavam mais de dois maços por dia duplicavam o risco de terem demência na velhice.

2. Controle o seu peso - Um estudo publicado na revista científica Neurology relaciona a obesidade na meia-idade com o risco de se vir a ter demência. A pesquisa deu conta de que pessoas com excesso de peso e obesidade têm o dobro da probabilidade de terem demência no futuro, por isso controlar o peso é uma boa forma a prevenir.


3. Adote uma dieta mediterrânica - Ainda não há certezas relativamente à ligação entre a alimentação - nutrientes e vitaminas - e o risco de demência. Mas estudos com foco na dieta mediterrânica, que se baseia na ingestão de alimentos naturais e não processados, legumes, leguminosas e frutas, assim como nas saladas temperadas com azeite e vinagre, sugerem que este tipo de alimentação pode reduzir o risco de demência.

4. Mantenha-se ativo fisicamente - O exercíco físico é bom para manter o corpo em forma e a mente limpa, já se sabe. Vários estudos anteriores tinham já demonstrado a importância da atividade física como forma de ajudar a preservar as faculdades mentais na velhice. Também para os idosos manter-se ativo fisicamente torna-se essencial. Há estudos que indicam que aqueles que começaram a praticar regularmente exercício apresentaram uma melhor função cognitiva, relativamente aos outros.

5. Exercite a mente - Exercitar a mente conforme vai envelhecendo é um grande passo no sentido de se proteger contra a demência. Pode experimentar fazer sudoku ou palavras cruzadas, ou mesmo aprender novas habilidades que vão estimular a atividade cerebral.

6. Tenha uma vida social ativa - Fazer voluntariado ou sair para tomar um café regularmente são atividades vão mantê-lo ativo socialmente, o que é essencial na luta contra a demência. Várias pesquisas têm demonstrado que as pessoas que se mantêm ativas socialmente até uma idade avançada têm melhores funções cognitivas e menor risco de declínio cognitivo.

7. Mantenha o seu sono regular - Ainda são muito vagas as evidências que relacionam os distúrbios relacionados com o sono e o aumento do risco de demência e se certos padrões de sono representam ou não um risco maior. Mas a verdade é que distúrbios de sono como a insónia crónica têm sido associados a um aumento do risco de declínio cognitivo na velhice. Portanto, é importante manter o seu sono regular e dormir horas suficientes e de qualidade.

http://visao.sapo.pt/visaosaude/2018-09-05-Sete-formas-de-prevenir-a-demencia

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Plataforma pública “Licencia com Inteligência Artificial” vai cortar tempos de espera em “pelo menos 60%”

 O ministro da Reforma do Estado sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de IA, o que deixa mais margem para acelerar a produtividade nacional. O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de inteligência artificial (IA), mas considera que esse atraso pode transformar-se numa oportunidade para acelerar a produtividade e a competitividade da economia, pela margem por explorar que está disponível. “As nossas empresas têm uma baixa adoção de IA. As pequenas e médias empresas correspondem a 99% do tecido empresarial português e a adoção de IA é baixa. É preciso apoiar estas empresas a introduzir IA nos seus modelos de negócio para poderem competir no plano global”, disse o ministro na Conferência “Futuro do trabalho 5.0”, no estúdio do ECO., na qual se discutiu as novas tendências do trabalho e de que forma a tecnologia as está a moldar. Para além das empresas, outras das prioridades ide...

OpenAI deixa alerta após agentes de IA acederem a sites do governo dos EUA

 A OpenAI afirma ter alertado “dezenas” de instituições por todo o mundo de que os seus sites podem ter sido alvo de acessos indevidos por parte de bots de inteligência artificial (IA). Entre as entidades visadas estão organismos do governo norte-americano, universidades e agências públicas. A empresa OpenAI explicou que os agentes de inteligência artificial foram desenvolvidos e treinados para operar de forma maioritariamente autónoma, tendo como objetivo encontrar “fontes confiáveis de informação pública”. No entanto, alguns terão ultrapassados limites e tentado contornar as medidas de segurança existentes nos sites. Entre as instituições que os bots tentaram aceder estão a Securities and Exchange Commission (SEC), agência federal independente dos Estados Unidos responsável pela regulação dos mercados financeiros e pela proteção dos investidores, o Census Bureau, principal agência estatística do país, e o Departamento de Educação, responsável por matérias relacionadas com a educa...