Avançar para o conteúdo principal

Rui Rio põe em tribunal candidatos do PSD às autárquicas que excederam custos

Rui Rio quer punir quem causou “prejuízos significativos” e decidiu pôr em tribunal os candidatos do partido às últimas eleições autárquicas que tenham ultrapassado os orçamentos previstos para as campanhas.

A secretaria-geral do PSD explicou ao jornal i que o objetivo é levar os candidatos às eleições autárquicas de 2017 a “responsabilizarem-se por despesas cujos montantes não tenham sido previamente autorizados pela direção nacional”.

“O PSD responsabilizará apenas e só aqueles que, tendo provocado prejuízos significativos ao partido, não tenham salvaguardado o pagamento de despesas da campanha autárquica nem queiram assumir as suas responsabilidades”, explicou a secretaria-geral, sublinhando que o partido só irá assumir a despesa autárquica que tenha autorizado.

O jornal adianta que, para já, só deu entrada na justiça uma ação apresentada esta quarta-feira, no Tribunal de Castelo Branco, que visa imputar ao candidato do PSD à Câmara Municipal da Covilhã, Marco Baptista, despesas de 87.066 euros. Ainda assim, o partido admite que “outras situações estão a ser analisadas”.

Segundo o matutino, os cerca de 87 mil euros coincidem com “a diferença entre o que foi gasto e o que estava previsto ser gasto”. Fontes políticas locais adiantaram ainda que o objetivo de Rui Rio será, por um lado, “responsabilizar os candidatos que não tenham cumprido as regras de orçamentação das campanhas, que eram bastante claras”.

Por outro lado, o social-democrata quer também que o recurso a tribunal sirva como “medida pedagógica e exemplar” para que a mesma situação não se repita no futuro, exigindo, assim, um maior rigor nas contas.

“Em consequência, o PSD já foi alvo de injunções”, é referido na nota enviada ao jornal, destacando ainda que o partido viu o “seu bom nome posto em causa, por responsabilidade que não é sua, mas de outros”.

O caso Marco Baptista foi também apresentado ao Conselho Nacional de Jurisdição Nacional, que o irá apreciar “em termos disciplinares”.

https://zap.aeiou.pt/rio-tribunal-candidatos-psd-autarquicas-216421

Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...