Avançar para o conteúdo principal

Grupo Hi Fly vai criar centro logístico de 10 milhões perto do aeroporto de Beja


 Um centro logístico da empresa Mesa, que possui um hangar de manutenção de aviões no aeroporto de Beja, vai "nascer" nas imediações do mesmo, num investimento de 10 milhões de euros, revelou hoje o grupo Hi Fly.


Em esclarecimentos prestados hoje à agência Lusa, por correio eletrónico, o grupo proprietário da Mesa garantiu já ter decidido instalar "um novo Centro Logístico" da empresa "em Beja".


O equipamento "ficará localizado perto do aeroporto, idealmente nas suas imediações, decorrendo, neste momento, a procura de terreno adequado com capacidade construtiva".


"O investimento previsto é de 10 milhões de euros e é integralmente suportado pela empresa e pelos seus acionistas", esclareceu o grupo Hi Fly.


O aeroporto de Beja já é usado pela Hi Fly, desde 2016, para estacionamento e manutenção de linha dos seus aviões, tendo sido inaugurado oficialmente e começado a funcionar, em janeiro deste ano, um hangar da empresa Mesa para manutenção de aeronaves nesta infraestrutura aeroportuária.


O hangar, resultante de um investimento de 30 milhões de euros, "será uma instalação de referência" em Portugal, segundo a Hi Fly, e tem capacidade para acolher aviões de grande porte, como os modelos Airbus A319, A320, A321, A330, A340 e A350.


Segundo o grupo, o hangar, que ocupa uma área 9.500 metros quadrados, também tem "espaço para realizar trabalhos de manutenção em até três aeronaves em simultâneo" e, "se necessário", a equipa terá capacidade para operar "24 horas por dia, sete dias por semana".


O grupo Hi Fly afiançou hoje à Lusa que "a atividade de manutenção no hangar tem estado a correr bem, já foram executadas inspeções e modificações a vários aviões e perspetiva-se um bom ano de 2021".


Quanto ao novo centro logístico, vai servir "para apoiar o desenvolvimento da atividade de manutenção de aviões no aeroporto de Beja", destacou.


Esta nova valência "terá uma área de armazenamento para peças e consumíveis para aviões e oficinas com cerca de nove mil metros quadrados", a que se juntam "mais três mil metros quadrados em escritórios", acrescentou.


Na fase de cruzeiro, a Hi Fly perspetiva que o centro logístico empregue "cerca de 60 trabalhadores".


Questionado sobre os prazos para a concretização deste investimento, o grupo disse que, estando já decidido avançar com o projeto em Beja, "o objetivo é que seja concluído com a celeridade possível".


"A primeira etapa é localizar e adquirir o terreno onde será feita a sua construção. Foi solicitada colaboração à Câmara Municipal de Beja para identificar terrenos nas imediações do aeroporto, elegíveis e viáveis para a concretização deste projeto", referiu.


Trata-se de um "trabalho em curso", sendo que, após ser encontrado esse terreno, o grupo estima "seis meses para a execução do projeto" e outros "seis meses para o seu licenciamento", a que se somam "cerca de 18 meses para a construção".


"Para já" a Hi Fly quer "consolidar a atividade de manutenção de aviões Airbus no hangar recentemente inaugurado, e que tem estado a correr bastante bem, e concretizar a construção do centro logístico nas imediações do aeroporto", não tendo, por agora, outros projetos "em carteira" para Beja: "Só depois equacionaremos novos investimentos".


https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/grupo-hi-fly-vai-criar-centro-logistico-de-10-milhoes-perto-do-aeroporto-de-beja

Comentários

Notícias mais vistas:

Este restaurante é tão bom que há pessoas proibidas por lei de irem lá comer

  Não é um local que sirva para ir todos os dias, mas antes em ocasiões bastante especiais. Ainda assim, nem nessas circunstâncias algumas pessoas podem entrar, mesmo que ninguém saiba porquê Como refúgio secreto outrora reservado aos antigos imperadores da China, para além da vigilância dos homens de negro que guardam a entrada em frente ao histórico Templo Lama de Pequim, um estreito caminho de pedra conduz silenciosamente a um pátio. A névoa flutua suavemente ao longo da passadeira. No final do mesmo, uma mulher envolta num manto simples sobre um vestido tradicional chinês aguarda junto a um muro caiado que protege o pátio das ruas movimentadas da antiga Pequim. Com um gesto delicado, convida os visitantes a entrar no restaurante. Não é o tipo de restaurante que se frequenta todos os dias. É um local reservado para ocasiões especiais: pedidos de casamento, aniversários ou receções. Contudo, há um tipo de convidado que não pode desfrutar do elegante estabelecimento, nem mesmo em ...

Maior fábrica do mundo de baterias “em segunda mão” abriu em apenas seis semanas

Uma startup do Canadá inaugurou aquela que descreve como a maior fábrica de reaproveitamento de baterias de veículos elétricos do mundo. O mais impressionante não é apenas a escala do projeto, mas a velocidade, uma vez que da apresentação pública à entrada em funcionamento passaram-se apenas seis semanas. Uma segunda vida para baterias “reformadas” Pelas mãos da Moment Energy, uma startup da Colúmbia Britânica, no Canadá, a chamada Megafactory 1 abriu portas em Surrey , na área metropolitana de Vancouver, a 23 de junho. O objetivo é que, em vez de reciclar imediatamente as baterias que saem de veículos elétricos em fim de vida útil, a Moment Energy testa-as, desmonta-as e reconstrói-as em sistemas de armazenamento de energia à escala comercial . De facto, uma bateria retirada de um carro elétrico está longe de estar “morta”, mantendo tipicamente entre 80% e 85% da sua capacidade original. Apesar de já não ser suficiente para mover um automóvel com o desempenho exigido, é material dema...

Perto do fim do prazo, Meo, Vodafone e Nos terão licenças móveis renovadas por prazo inferior ao pedido e com condições

  Resumo das condições exigidas: 🎯 Condições principais da renovação das licenças 1) Renovação por prazo mais curto As operadoras pediram 20 anos , mas a Anacom só concede: Até 14 anos (máximo) Em alguns casos, apenas 6 anos Objetivo: evitar “bloqueio” do espectro até 2047 e permitir reorganização eficiente em 2042. 📡 2) Obrigações adicionais de cobertura A Anacom impõe novas metas de cobertura de banda larga móvel: Cobertura mínima 100 Mbps (downlink) 90% da população em 813 freguesias específicas (Anexo 4) Número de freguesias adicionais por operador MEO: +757 NOS: +813 Vodafone: +769 Prazo limite 31 de dezembro de 2028 Cobertura em estradas Reforço de cobertura em: Açores e Madeira (eixos viários) Itinerários complementares no continente Prazo: até final de 2029 🔁 3) Obrigações de acesso e partilha Mantêm-se e reforçam-se obrigações já existentes: Roaming nacional entre operadores Acordos com operadores móveis virtuais (MVNOs) Acesso/partilha de rede , como no 5G 🔐...