Avançar para o conteúdo principal

Preços das telecomunicações sobem 6,5% em Portugal e caem 11% na UE



 Os preços das telecomunicações em Portugal aumentaram 6,5% entre final de 2009 e outubro de 2020 enquanto na União Europeia (UE) caíram 11%, revelou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), citando dados do Eurostat.


"A diferença estreitou-se com a entrada em vigor no dia 15 de maio de 2019 das novas regras europeias que regulam os preços das comunicações intra-UE", salientou o regulador, num comunicado.


Os dados recolhidos pela Anacom mostram que apenas dois países registaram um maior crescimento de preços do que Portugal no período em análise - a Eslovénia e a Roménia.


De acordo com o regulador, "as diferenças entre a evolução de preços das telecomunicações em Portugal e na UE devem-se sobretudo aos `ajustamentos de preços` que os prestadores implementaram durante vários anos, normalmente nos primeiros meses de cada ano", lê-se na mesma nota, que destaca ainda que "Portugal continua a registar preços de retalho das ofertas de serviços de comunicações eletrónicas elevados por comparação com os de outros países da União Europeia".


Numa comparação recente usando um índice de 0 a 100, realizada pela Comissão Europeia, Portugal ocupava globalmente a quinta posição entre os preços mais elevados da UE, à frente da Espanha, Grécia, Irlanda e Chipre", indicou a Anacom.


"Os preços das ofertas convergentes (p.ex. pacotes 4P/5P) encontravam-se igualmente na quinta posição entre os preços mais elevados da UE", sendo que os preços das ofertas de serviços móveis individualizados (voz e Internet), ocupavam uma posição semelhante entre os Estados-membros, destacou a Anacom.


Por sua vez, "os preços das ofertas de banda larga isolada encontravam-se na sétima posição entre os preços mais elevados da UE", lê-se no documento.


A Anacom deu ainda conta de um relatório sobre a `Evolução dos preços das telecomunicações`, de outubro de 2020, hoje divulgado, e que conclui que "entre os serviços/ofertas considerados, as mensalidades mais baixas são oferecidas pela Nowo em sete casos de serviços/ofertas, enquanto a Meo [Altice], NOS e Vodafone apresentaram as mensalidades mais baixas para dois tipos de serviços/ofertas".


O regulador indica que "a oferta individualizada de acesso à Internet da Nowo é a que apresenta a mensalidade mais baixa (20 euros)", um valor pelo menos 20% mais barato do que os dos restantes prestadores.


Face a outubro de 2019, no mês passado "a mensalidade mínima da banda larga fixa individualizada (BLF) aumentou 4,3%, devido ao fim da oferta da primeira mensalidade do serviço base da Nowo", revelou a Anacom, acrescentando que "a mensalidade mínima do serviço telefónico móvel com internet no telemóvel diminuiu 36,1%, graças à diminuição da mensalidade da oferta da Nowo de 7,5 euros para 5 euros e à introdução da oferta da primeira mensalidade" e que a mensalidade mínima dos pacotes quadruple play (4P) mais comuns "diminuiu 0,4%, devido à alteração da oferta da Nowo".


Além disso, "destaca-se, em particular, o aumento da mensalidade da oferta `triple play` da MEO e NOS em 3,3%. A Vodafone procedeu a idêntico aumento de preços. Este aumento será contabilizado em novembro", recordou a Anacom.


No dia 16 de novembro, a Anacom já tinha referido que a Meo, NOS e Vodafone Portugal tinham aumentado as mensalidades das ofertas de serviço triplo (3P) em 3,3% e, "simultaneamente", assistiu-se a uma "redução da qualidade".


Os operadores vieram depois contestar estas declarações do regulador.


Anacom. Preços das telecomunicações sobem 6,5% em Portugal e caem 11% na UE em 11 anos (rtp.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Portugal com terceira maior subida do PIB na zona euro no segundo trimestre

 Na comparação com o primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% na área do euro e 0,5% na UE, e Portugal apresentou a quarta maior subida em cadeia (0,8%). A economia da zona euro avançou, no segundo trimestre, 1,0% e a da União Europeia (UE) 1,2%, face ao período homólogo, com Portugal a registar a terceira maior subida (2,5%), divulga hoje o Eurostat. Na comparação com o primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% na área do euro e 0,5% na UE, e Portugal apresentou a quarta maior subida em cadeia (0,8%). Entre os Estados-membros, os maiores crescimentos homólogos do PIB registaram-se, entre abril e junho, na Lituânia (3,8%), na Suécia (2,8%), em Portugal e na Finlândia (2,8% cada), tendo a única quebra sido apresentada pela Irlanda (-5,6%). Comparando com o primeiro trimestre, de acordo com os dados do gabinete estatístico da UE, a Irlanda (3,9%) registou o maior aumento no PIB, seguida pela Lituânia (1,7%) e pela Suécia (1,4%). As taxas de ...

El Niño atinge intensidade sem precedentes

  A Organização Meteorológica Mundial confirma: "O El Niño atinge uma intensidade sem precedentes desde há vários anos" A OMM confirmou que o fenómeno El Niño continuará a intensificar-se até se tornar um fenómeno forte entre agosto e outubro, com impactos nas temperaturas e nas precipitações em várias regiões do planeta. O oceano caminha para um aquecimento acentuado das águas superficiais no Pacífico central e oriental. O fenómeno do El Niño continua a ganhar força no oceano Pacífico equatorial e tudo indica que será um dos principais fatores que irão moldar o comportamento do clima mundial nos próximos meses . Foi o que confirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que prevê que o fenómeno atinja uma intensidade forte durante o trimestre de agosto a outubro de 2026. De acordo com a última Atualização Climática Sazonal Global da organização, os diversos modelos climáticos internacionais coincidem na previsão de um aquecimento acentuado das águas superficiais do Pací...