Avançar para o conteúdo principal

Inteligência Artificial resolve um dos maiores mistérios da biologia

 Programa consegue antecipar as formas tridimensionais das proteínas, o que permitirá desenvolver medicamentos mais eficazes para combater doenças.

 

Os cientistas de um laboratório de Inteligência Artificial (IA) anunciaram que conseguiram resolver um dos maiores mistérios da biologia: a prever como uma proteína adquire a sua forma única tridimensional. Um mistério que intrigava os cientistas há mais de 50 anos.


Tratar rapidamente pacientes com uma proteína pode ser solução para a Covid-19Tratar rapidamente pacientes com uma proteína pode ser solução para a Covid-19

Estudo mostra que diminuição de uma proteína desencadeia doença semelhante ao AlzheimerEstudo mostra que diminuição de uma proteína desencadeia doença semelhante ao Alzheimer

Identificada proteína que permite criar substâncias contra o coronavírusIdentificada proteína que permite criar substâncias contra o coronavírusO laboratório DeepMind, segundo os seus responsáveis, conseguiu criar um programa que determina a forma das proteínas, com um nível de certeza comparável apenas com métodos laboratoriais caros e demorados.


Perceber melhor a forma das proteínas pode ser fundamental para o desenvolvimento de novos medicamentos para tratar doenças, acelerando a investigação científica ao hospedeiro da doença.


"Sermos capazes de investigar a forma das proteínas de forma rápida e exata tem o potencial de revolucionar as ciências da vida", referiu à BBC, Andriy Kryshtafovych, um dos elementos do painel de cientistas que organizou o desafio científico onde foi apresentada esta descoberta.


Muitas doenças estão ligadas à função das proteínas, já que estas estão presentes em todos os seres vivos e têm um papel central do processo químico essencial à vida.


A descoberta agora feita aconteceu no desafio bianual lançado pelo vencedor do Nobel da Química de 1972 Christian Anfinsen. O químico foi galardoado por mostrar que era possível determinar a forma de uma proteína com base na sequência de construção dos seus aminoácidos.


A cada dois anos, equipas de mais de 20 países tentam às cegas prever a forma de um conjunto de 100 proteínas, recorrendo a computadores. Este ano, o programa da DeepMind, o AlphaFold, conseguiu prever com exatidão dois terços dessas proteínas.


Conhecer a estrutura da proteína em três dimensões é importante para o desenho de medicamentos contra doenças como o cancro, doenças infecciosas ou neurodegenerativas.


Até a covid-19 pode beneficiar desta descoberta. Os cientistas têm estado a estudar como e que a proteína espinhosa da superfície do vírus Sars-CoV-2 interage com os recetores nas células humanas. 


"Toda a forma como uma proteína funciona depende de sua estrutura tridimensional e a função da proteína é relevante para tudo na saúde e na doença.", explica o professor Andrew Martin da Universidade College London.     


Inteligência Artificial resolve um dos maiores mistérios da biologia - Ciência & Saúde - SÁBADO (sabado.pt)

Comentários

Notícias mais vistas:

Esta cidade tem casas à venda por 12.000 euros, procura empreendedores e dá cheques bebé de 1.000 euros. Melhor, fica a duas horas de Portugal

 Herreruela de Oropesa, uma pequena cidade em Espanha, a apenas duas horas de carro da fronteira com Portugal, está à procura de novos moradores para impulsionar sua economia e mercado de trabalho. Com apenas 317 habitantes, a cidade está inscrita no Projeto Holapueblo, uma iniciativa promovida pela Ikea, Redeia e AlmaNatura, que visa incentivar a chegada de novos residentes por meio do empreendedorismo. Para atrair interessados, a autarquia local oferece benefícios como arrendamento acessível, com valores médios entre 200 e 300 euros por mês. Além disso, a aquisição de imóveis na região varia entre 12.000 e 40.000 euros. Novas famílias podem beneficiar de incentivos financeiros, como um cheque bebé de 1.000 euros para cada novo nascimento e um vale-creche que cobre os custos da educação infantil. Além das vantagens para famílias, Herreruela de Oropesa promove incentivos fiscais para novos moradores, incluindo descontos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IBI) e benefícios par...

"A NATO morreu porque não há vínculo transatlântico"

 O general Luís Valença Pinto considera que “neste momento a NATO morreu” uma vez que “não há vínculo transatlântico” entre a atual administração norte-americana de Donald Trump e as nações europeias, que devem fazer “um planeamento de Defesa”. “Na minha opinião, neste momento, a menos que as coisas mudem drasticamente, a NATO morreu, porque não há vínculo transatlântico. Como é que há vínculo transatlântico com uma pessoa que diz as coisas que o senhor Trump diz? Que o senhor Vance veio aqui à Europa dizer? O que o secretário da Defesa veio aqui à Europa dizer? Não há”, defendeu o general Valença Pinto. Em declarações à agência Lusa, o antigo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, entre 2006 e 2011, considerou que, atualmente, ninguém “pode assumir como tranquilo” que o artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte – que estabelece que um ataque contra um dos países-membros da NATO é um ataque contra todos - “está lá para ser acionado”. Este é um dos dois artigos que o gener...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...