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Encuentran en cuentas suizas 10.000 millones de dólares que serían producto de la corrupción en Venezuela

 Fiscales suizos hallaron cuentas bancarias con 9.000 millones de francos que serían producto de fondos públicos malversados en Venezuela.


- Foto: Getty


Venezuela se ha convertido en el mayor proveedor de fondos dudosos para los bancos de Suiza. Así lo confirma una investigación hecha por la Fiscalía de ese país que se conoció este fin de semana.


Después de un año de investigación, los fiscales suizos cuentas bancarias que contienen unos 9.000 millones de francos (10.100 millones de dólares), que al parecer provenían de fondos públicos malversados en Venezuela.


Desde que se abrieron las investigaciones a fines de 2019, los fiscales de Zúrich se han enterado del modo de proceder para el manejo de este dinero. Según un portavoz de la Policía, que habló con el diario suizo Le Matín Dimanche, el dinero se distribuyó entre cientos de cuentas abiertas de unos 30 bancos. Esto significaría que uno de cada ocho bancos suizos se ve afectado por el caso. Los procedimientos muestran la magnitud del saqueo cometido por los cercanos al régimen venezolano, que han utilizado masivamente el centro financiero suizo para esconder su fortuna en el exterior.


De estas enormes cantidades, sólo unos pocos cientos de millones de francos han sido bloqueados por el tribunal de Zúrich. El resto fue a otros países. Además, según revela el informe, desde esta cuentas se han hecho millonarias compras en villas en Miami, yates, caballos de carreras y lujosos relojes suizos en particular.


“Nuestra investigación muestra que altos funcionarios venezolanos fueron sobornados directamente a través de una cuenta suiza bajo investigación”, dijo el portavoz.


La investigación

La fiscalía de Zúrich ha abierto al menos cinco investigaciones independientes de blanqueo de capitales. Los investigadores se centran en particular en dos esquemas que permitieron a personas cercanas al régimen malversar miles de millones de dólares en detrimento del tesoro público de su país, en los años 2010-2013.


Estos sistemas se basan en el sistema de cambio de divisa dual establecido. Con este sistema, los operadores privados autorizados por el gobierno pueden multiplicar rápidamente sus ganancias mediante el intercambio de bolívares frente a la de moneda extranjera a tasas artificialmente favorables. Uno de los principales actores de este sistema de intercambio habría sido Raúl Gorrin, un magnate de la televisión cerca del régimen del presidente Nicolás Maduro. A partir de 2020, los Estados Unidos lo declararon fugitivo.


Una de las principales cuentas suizas controladas por Raúl Gorrin fue abierta en el banco Compagnie Bancaire Helvétique (CBH) en Ginebra. Según un estado de cuenta, desde abril de 2012 hasta marzo de 2013, esta persona recibió 2.900 millones de dólares. Después de unos días el dinero se devolvió en pequeñas cantidades a empresas fantasmas.


Hasta el momento estas investigaciones no han tenido consecuencias penales para los banqueros suizos.


https://www.semana.com/mundo/articulo/encuentran-en-cuentas-suizas-10000-millones-de-dolares-que-serian-producto-de-la-corrupcion-en-venezuela/202149/

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