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A primeira bateria doméstica de hidrogénio armazena três vezes mais energia do que uma da Tesla



Para usar energia solar doméstica, é preciso gerar energia quando o Sol brilha e armazená-la quando não aparece. Para isto, as pessoas usam normalmente sistemas de bateria de lítio. Porém, a empresa australiana Lavo construiu um quadro que pode ficar na lateral das casas e armazenar o excesso de energia como hidrogénio.

O Sistema de Armazenamento de Energia Lavo Green mede 1.680 por 1.240 por 400 milímetros e pesa 324 quilogramas, de acordo com o NewAtlas.

O sistema é ligado ao inversor solar – deve ser híbrido – e à água de rede através de uma unidade de purificação e usa o excesso de energia para eletrolisar a água, libertando oxigénio e armazenando o hidrogénio num hidreto metálico “esponja” a uma pressão de 435 psi.

O sistema armazena cerca de 40 quilowatts por hora de energia, três vezes mais do que o atual Powerwall 2 da Tesla e o suficiente para manter uma casa média durante dois dias.

Quando a energia é necessária, o sistema usa uma célula de combustível para fornecer energia à casa, adicionando uma pequena bateria tampão de lítio de 5 quilowatts por hora para resposta instantânea. Há ligação Wi-Fi e uma aplicação de smartphone para monitorização e controlo.

Além disso, as empresas com maior necessidade de energia podem executar vários sistemas em paralelo para formar uma “central de energia virtual inteligente”.

Segundo a empresa australiana, este sistema dura muito mais do que um sistema de bateria – até 30 anos em vez de 15 com uma configuração de bateria de lítio. Não há produtos químicos tóxicos que pudessem ser descartados e um sistema é mais compacto do que uma quantidade equivalente de armazenamento de bateria.

Segundo a Lavo, uma fuga aumentará e dispersar-se-á tão rapidamente que haverá baixas hipóteses de um incêndio ou explosão e o hidrogénio “não é inerentemente mais perigoso do que outros combustíveis convencionais, como gasolina ou gás natural”.

Por outro lado, as baterias armazenam e libertam energia com perdas mínimas. Para cada quilowatt por hora gerado pelo seu sistema de cobertura e colocado numa bateria, recebe-se de volta mais de 90% dele. Porém, o processo de hidrogénio por eletrólise usando uma membrana de troca de protões é apenas cerca de 80% eficiente.

Além disso, o sistema perde cerca de metade do que armazenou no processo de conversão do hidrogénio em energia através de uma célula de combustível.

Outro problema é a potência máxima contínua do sistema de 5 quilowatts por hora, presumivelmente limitada pelo rendimento da célula de combustível. Existem sistemas de ar condicionado de sistema único dividido – pouco extravagantes – que consomem mais de 7 quilowatts por hora.

Ainda assim, ainda é cedo e o hidrogénio é o assunto mais quente no setor de energia de momento. Não é inviável pensar que unidades de armazenamento doméstico podem começar a fazer sentido no futuro.

Este sistema custa 26.900 dólares e deverá estar disponível internacionalmente no último trimestre de 2022. 


https://zap.aeiou.pt/a-primeira-bateria-domestica-de-hidrogenio-armazena-tres-vezes-375529

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