Avançar para o conteúdo principal

Covid-19: Agência Espacial Europeia desliga parte dos instrumentos de exploração espacial


Agência Espacial Europeia (ESA no acrónimo em inglês) pretende diminuir o número de pessoas que têm de se deslocar às suas instalações físicas. Uma das medidas que irá entrar em vigor é a colocação de quatro missões nas suas configurações de segurança, o que na prática significa que alguns instrumentos espaciais irão ficar em suspenso e assim reduz-se a necessidade de ter técnicos no centro de comando localizado na Alemanha.

A ExoMars Trace Gas Orbiter e a Mars Express, ambas destinadas ao ‘planeta vermelho’ Marte, vão ser colocadas em pausa, e a Cluster, que inclui quatro sondas em órbita para estudar como as partículas vindas do Sol interagem com o nosso campo magnético, segue o mesmo caminho. Também a Solar Orbiter, que arrancou em fevereiro para estudar os pólos do Sol, vai desligar as máquinas para já.

Rolf Densing, diretor de operações da ESA, explica que “a prioridade é a saúde da nossa força de trabalho e, assim, vamos reduzir a atividade em algumas das nossas missões científicas, especialmente das naves interplanetárias, que atualmente exigem um maior número de pessoas nas instalações”, cita a publicação The Verge.

O aumento da severidade das medidas de restrição aplicadas em Darmstadt, na Alemanha, e também um pouco por toda a Europa, contribuiu para a decisão da ESA. Apesar de a maior parte dos funcionários já estar em teletrabalho, há registo de um caso positivo para a Covid-19 nas equipas da agência espacial.

https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/ciencia-ei/2020-03-25-agencia-espacial-europeia-desliga-parte-dos-instrumentos-de-exploracao-espacial/

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Novo aeroporto de Lisboa. Governo exige à ANA duas pistas para grandes aviões e questiona falta de segundo terminal

Foto: ANDRÉ KOSTERS / LUSA  Resposta a relatório da ANA sobre novo aeroporto questiona eliminação de segundo terminal de passageiros para acolher expansão e existência de uma única pista preparada para aviões de maior dimensão. Plano do novo Aeroporto Luis de Camões durante a entrega do Relatório Inicial (High Level Assumption Report) da concessionária ANA sobre o desenvolvimento da capacidade aeroportuária de Lisboa,  para iniciar formalmente negociações sobre a extensão do contrato de concessão e viabilizar a construção do novo Aeroporto Luís de Camões, em Alcochete, 17 de dezembro de 2024.  ANDRÉ KOSTERS/LUSA O Governo questionou a ANA sobre o que qualifica de “alteração relevante da estratégia de expansão e faseamento do NAL (Novo Aeroporto de Lisboa)”. No comentário de resposta ao mais recente relatório técnico entregue em julho pela ANA sobre o desenvolvimento do aeroporto Luís de Camões, o Estado pede à concessionária que esclareça vários temas relacionados co...

EUA propõem taxa de 200 mil dólares a navios espanhóis em retaliação por bloqueio de armas para Israel

 Os Estados Unidos estão a ponderar aplicar uma taxa de 200 mil dólares (cerca de 180 mil euros) a navios espanhóis e a restringir importações do país devido ao bloqueio de transportes de armas imposto pelo Governo de Pedro Sánchez, que levou a que Madrid recusasse a atracagem em portos espanhóis de navios que transportem armamento para Israel. A Comissão Marítima Federal (CMF), órgão independente responsável pelo comércio marítimo norte-americano, propôs a aplicação destas duas medidas após uma investigação que dura desde dezembro de 2024. Em causa estão três situações em que navios de bandeira norte-americana que transportavam carga de armamento não puderam atracar nos portos de Cartagena e Algeciras e tiveram de ser desviados para Marrocos. Segundo a CMF, a entidade encontrou "provas conclusivas de que a Espanha negou o acesso aos seus portos a navios com pavilhão dos EUA e de que estas ações criaram condições desfavoráveis ao transporte marítimo no comércio externo", algo...