Avançar para o conteúdo principal

Como a Microsoft pretende guardar dados durante dez mil anos


A equipa de investigação da Microsoft está a trabalhar no projeto Silica, que visa usar vidro para guardar dados durante dez mil anos

Os laboratórios da Microsoft Research, em Cambridge, Inglaterra, estão a estudar a forma de armazenar dados em vidro através de laser e curtos, mas poderosos, impulsos de energia. Este processo conduz a uma alteração estrutural, sendo possível controlar a profundidade e o ângulo de entrada, o que permite gravar múltiplos bits de informação.

A equipa aliou-se à Warner Bros Studios para conseguir os conteúdos dos estúdios e mantê-los para a prosperidade. A Cnet visitou as instalações destes estúdios onde estão gravados mais de 750 mil filmes, num cofre de temperatura controlada. As condições de filmagem atuais, onde já não se usa filme, mas se procede à gravação digital, obrigam a empresa a procurar outro tipo de soluções para o armazenamento de longa duração, daí a parceria com a Microsoft e ao projeto Silica.

O primeiro filme a ser alvo deste tratamento histórico foi o original de 1978 Superman: The Movie sendo condensadas 22 bobines de filme num pedaço de vidro que cabe em qualquer bolso de trás das calças.

A vantagem de se usar esta forma de arquivo prende-se com o espaço necessário (cada vez menor) e por não serem necessárias condições climatéricas ou de luz bastante exigentes, como salas frias ou não expostas ao Sol. O material resiste a água, elevadas temperaturas e pode ser riscado sem que perca os seus conteúdos, uma vez que estes estão gravados na estrutura, do lado de dentro.

https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/ciencia-ei/2020-02-03-como-a-microsoft-pretende-guardar-dados-durante-dez-mil-anos/

Comentários

Notícias mais vistas:

Depois dos elétricos Europa quer tarifas para híbridos plug-in feitos na China

BYD Seal U DM-i, frente © BYD  Para travar a expansão dos chineses em solo europeu Bruxelas prepara-se para recorrer a um mecanismo que conhece bem: as tarifas. Depois de ter aplicado tarifas adicionais aos veículos elétricos fabricados na China em 2024, a União Europeia (UE) prepara mais uma medida protecionista. Desta vez, o alvo são os híbridos plug-in produzidos no país asiático, de acordo com o reportado pelo jornal Handelsblatt. Com os automóveis elétricos produzidos na China sujeitos a tarifas adicionais que podem chegar aos 35,3%, sobre os 10% regulares, as marcas chinesas redirecionaram parte da sua oferta para os híbridos plug-in que estão a salvo destas penalizações. Os números refletem essa aposta: a quota de mercado na Europa dos híbridos plug-in produzidos na China saltou de 18% para 30% face a abril de 2025, com as vendas a crescerem 236% no mesmo período. O exemplo mais evidente é o BYD Seal U DM-i, que foi o híbrido plug-in mais vendido na Europa no ano passado e m...

Quanto custa a licença para operar em pontos de carregamento elétrico?

 O setor da mobilidade elétrica em Portugal acaba de entrar numa nova era. O Governo divulgou recentemente as regras financeiras e administrativas para quem quer operar no mercado, facilitando o acesso a novas empresas e prometendo uma rede mais robusta para os utilizadores. Neste artigo explicamos tudo o que muda, quanto custa entrar no setor e como estas alterações afetam o bolso de quem conduz um carro elétrico. Novo regime da mobilidade elétrica: o que muda para as empresas? A grande novidade do regime jurídico que entrou em vigor a 31 de março é a maior autonomia dada aos operadores de pontos de carregamento (OPC). A partir de agora, as empresas têm liberdade para definir os seus modelos de negócio, podendo inclusive utilizar energia de autoconsumo (como painéis solares) e não estando obrigatoriamente ligadas à rede Mobi.E. Quanto custa a licença para operar pontos de carregamento? Para as entidades que pretendam exercer esta atividade, os custos foram fixados da seguinte form...

Se não se proibiram os cavalos, porquê proibir a combustão?

 Com as alterações climáticas a serem um sério problema atual, o setor automóvel é um dos mais visados com medidas de proteção ambiental. Martin Sander, da Volkswagen, defende que proibir a combustão não deve ser o caminho, comparando com a transição de cavalos para automóveis. Se não se proibiram os cavalos, porquê proibir a combustão? A partir de 2035, 90 por cento dos novos automóveis vendidos na União Europeia deverão ter de ser elétricos, numa medida que visa a transição para a mobilidade sustentável a larga escala - quando o ritmo de adoção ainda está mais lento do que o esperado.   Mas o diretor de marketing e vendas da Volkswagen, Martin Sander, é da opinião que o caminho não deve ser o de impor e de proibir. Considera que há ações que se podem fazer para convencer que é uma opção competitiva, mostrando que o valor dos carros elétricos e disponibilizando uma infraestrutura adequada - que ainda falta hoje em dia. A analogia com a transição da propulsão animal para a pro...