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Artemis: regressar à Lua, com mulheres e diversidade



 A missão da NASA representa voltar ao satélite natural da Terra, mas é também uma escala para chegar a Marte e uma tentativa de contornar os efeitos da radiação cósmica, mais severos nas mulheres


A escolha do nome da deusa grega da caça para esta nova série de missões à Lua não é um acaso. Certo, Artemis (o equivalente a Diana na mitologia romana) é a irmã gémea de Apolo, que deu nome às primeiras missões espaciais com destino à Lua. Mas é também símbolo de força e independência, ou como se diz agora, de empoderamento feminino.


Trazer mais mulheres para o espaço é um dos grandes objetivos da NASA para esta nova fase da exploração especial, que deverá iniciar-se este sábado, 3 de setembro, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Florida, entre as 19:17 e as 21:17, hora em Portugal. Esta nova data – a primeira tentativa foi no dia 29 de agosto – surgiu depois de sucessivos adiamentos, causados por uma falha num dos motores no gigantesco foguete de lançamento, SLS, está novamente agendada a partida para esta nova fase da exploração espacial.


Durante um mês, a Artemis I fará uma viagem à volta da Lua, levando a bordo dois manequins com o objetivo principal de estudar os efeitos da radiação no corpo feminino, de forma a que, nas futuras missões, já com tripulação, seja possível garantir a segurança das mulheres através de mecanismos de proteção. É que as mulheres atingem o limiar de segurança, estipulado pela NASA, para a exposição à radiação mais cedo do que os homens, o que acaba por impedir a seu recrutamento em missões como esta. O que a agência espera conseguir resolver até 2024, altura em que está previsto o envio da primeira astronauta à Lua, aí já na missão Artemis III – de notar que trinta por cento dos engenheiros que trabalharam na missão Artemis são do sexo feminino. Para esta data está também programado o envio, pelos americanos, da primeira pessoa de cor até ao satélite natural da Terra.


Esta série de missões também lançará as fundações da primeira base permanente na Lua, que deverá nascer da parceria entre agências espaciais e a indústria, naquele que será o grande desígnio global, capaz de unir todas as nações, espera a astronauta da NASA, Heidemarie Stefanyshyn-Piper, conforme disse à Exame Informática. Sendo que a Lua deverá funcionar como uma etapa, quer em termos de conhecimento, quer em termos de apoio logístico, para um voo muito mais ambicioso: o de enviar humanos a Marte.


Descobertas científicas, benefícios económicos e inspiração para uma nova geração de exploradores, são as razões apresentadas na sua página para a Geração Artemis. Mas também assegurar que a América se mantém na “liderança da exploração espacial”. Afinal, nunca deixou de ser sobre isso também.


Exame Informática | Artemis: regressar à Lua, com mulheres e diversidade (sapo.pt)


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