Avançar para o conteúdo principal

Clikalia. Novo ibuyer chega ao mercado imobiliário de Lisboa


 © Rita Chantre/Global Imagens


 Em 24 horas, a Clikalia avalia um imóvel e apresenta uma oferta de compra. O processo de venda pode ficar concluído em apenas sete dias.


A proptech de origem espanhola Clikalia é o mais recente ibuyer (em português, comprador instantâneo) a chegar ao mercado imobiliário nacional. Para já, o foco da empresa é a compra de imóveis na área metropolitana de Lisboa, mas a curto prazo quer ampliar a sua ação a outras localidades.


À semelhança de outros ibuyers que atuam no país, a Clikalia faz uma avaliação aos imóveis e uma oferta de compra em 24 horas e, caso o proprietário aceite o valor oferecido, a transação é realizada em sete dias. Com este modelo de negócio, a proptech "garante aos vendedores liquidez imediata", diz em comunicado enviado às redações. Já nas mãos da ibuyer, o imóvel é alvo de melhoramentos e colocado de novo no mercado para venda.


A Clikalia entra em Portugal após ter recebido a maior ronda de financiamento venture capital da história de Espanha - com um financiamento série B de 460 milhões de euros, liderada pela Fifth Wall, o maior fundo de proptech a nível mundial -, e de anunciar no início de janeiro uma nova ronda série C de 75 milhões de euros, esta liderada pelo gigante japonês Softbank.


A Clikalia foi constituída em 2018, em Espanha, e opera atualmente nos mercados de Madrid, Barcelona, Sevilha e Málaga. No ano passado, iniciou a sua internacionalização com a entrada no México.


Segundo Brian Moreno, Country Head Portugal e diretor financeiro global da empresa, a Clikália quer "revolucionar o real estate português, aplicando a tecnologia, acelerando processos e reduzindo custos, como já foi feito no mercado espanhol".


Para o responsável, "esta nova abertura responde ao ambicioso plano de internacionalização da Clikalia e prevê uma aposta de valor em Portugal, pelos evidentes laços culturais, económicos e geográficos que nos unem, já que este mercado atravessou um grande crescimento nos últimos anos e mantém umas perspetivas excelentes"


Clikalia. Novo ibuyer chega ao mercado imobiliário de Lisboa (dinheirovivo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...