Avançar para o conteúdo principal

Portugal, a SIC, a Sagres e o Continente aparecem em “Não Olhem Para Cima”



 Pode ter passado despercebido à maioria dos espectadores, mas foi usada uma imagem de arquivo do nosso País. E não faz sentido nenhum.


O mais recente filme da Netflix, que estreou a 24 de dezembro, trouxe-nos um elenco cheio de estrelas, como Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Timothée Chalamet, Ariana Grande, Meryl Streep, Jonah Hill, entre outros. E, como todos sabem, desde esse dia que ocupa o primeiro lugar nos filmes mais vistos da plataforma (e o segundo dos conteúdos em geral). “Não Olhem Para Cima” foi escrito e realizado por Adam McKay e é uma sátira à crise da emergência climática.


Jennifer Lawrence interpreta uma estudante, enquanto Leonardo DiCaprio é o professor. A dupla de protagonistas descobre que há um cometa a aproximar-se com o potencial para destruir a Terra. Tentam avisar o mundo inteiro, através de entrevistas e de contactos com altos responsáveis estatais. Só que, para esespero de ambos, ninguém leva esses avisos a sério.


Quando os líderes mundiais finalmente percebem que o fim está iminente, começam a preparar missões espaciais para tentar salvar o planeta. Uma dessas missões prevê o lançamento de um foguetão capaz de desviar esse enorme cometa.


Durante esta cena, são mostradas imagens de várias partes do mundo, com os cidadãos desesperados a olhar para os grandes ecrãs que transmitem a missão em direto. Durante alguns segundos, podemos ver Portugal, numa transmissão da RTP e SIC, e patrocinada pela Sagres, Continente, Jogos Santa Casa e MEO. É irrefutável dizer que se trata mesmo do nosso País.


A imagem do momento em que Portugal assiste à missão.


O momento foi partilhado no Reddit, juntamente com a frase “Nada nesta imagem faz sentido”. No grande ecrã lemos “Ônibus espacial americano Savior é lançado”, mostrando mais uma vez que os americanos pensam que Portugal e Brasil são o mesmo país. Ao lado, vemos os símbolos da NASA, a bandeira de Portugal e, surpreendentemente, o símbolo da monarquia.


Os utilizadores da rede social foram rápidos a criticar o filme, especialmente pela mistura entre o português de Portugal e o português do Brasil. “Isto soa-me que tiraram a filmagem de um evento qualquer desportivo (futebol num ecrã gigante) e adicionaram uns gráficos em CGI para o filme. O que explica o Ônibus (tradução péssima de um estagiário qualquer e o símbolo do FPF ali no meio”, lê-se. “Isto deve ter sido tirado dum Euro qualquer, possivelmente o 2012 ou 16”, diz outro redditor.


Já foram reveladas várias histórias de bastidores sobre este filme — como a NiT tem contado. Por exemplo, depois de Jennifer Lawrence ter revelado que fumou erva para o papel e de dizer que teve um dia “infernal” na rodagem com Leonardo DiCaprio, foi divulgado que o seu colega protagonista teria odiado uma cena em que Meryl Streep aparentemente aparece nua. Depois, foi contada a história em que DiCaprio teve de entrar num lago gelado para salvar um dos seus cães. 


https://www.nit.pt/cultura/cinema/portugal-a-sic-e-o-continente-aparecem-em-nao-olhem-para-cima

Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...