Avançar para o conteúdo principal

Orbital Reef: a estação espacial comercial da Blue Origin



A Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, dono da Amazon, quer construir a sua própria estação espacial e as operações começam já na segunda metade desta década. Objetivo é fornecer porto seguro para investigadores, clientes e visitantes internacionais


A Blue Origin está a cooperar com a Sierra Space no desenvolvimento de uma estação espacial comercial chamada Orbital Reef que deve começar a ser operada ainda nesta década. A Sierra Space é uma subsidiária da Sierra Nevada Corporation e notabilizou-se pelo Dream Chaser, um avião destinado ao transporte de carga para a Estação Espacial Internacional a partir de 2022. O projeto da Orbital Reef conta ainda com a colaboração de outros nomes como a Boeing, a Redwire Space, a Genesis Engineering Solutions e a Universidade do Arizona.


O comunicado de imprensa mostra que a esta estação deve ter capacidade para albergar dez pessoas, com áreas distintas de lazer, habitação e de trabalho científico e várias portas, módulos e nichos destinados a servir diferentes tipos de utilizadores. Agências espaciais, órgãos de comunicação social, agências de viagens, empresários, investidores ou tecnológicas estão entre os potenciais clientes identificados.


A Blue Origin não quis revelar quanto é que esta iniciativa vai custar e explica que está preparada para oferecer soluções completas para quem queira usar a estação, com transporte, aluguer de espaço, assistência tecnológica para o hardware e serviços robotizados. O transporte dos passageiros fica a cargo do novo Starliner da Boeing e do Dream Chaser, com as peças a serem colocadas em órbita com o foguetão New Glenn, que ainda está por estrear.


A Blue Origin aguarda ainda um contrato com a NASA para poder desenvolver o Blue Moon, uma sonda para exploração humana da superfície da Lua, ao abrigo do programa Artemis.


https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/ciencia-ei/2021-10-26-orbital-reef-a-estacao-espacial-comercial-da-blue-origin/

Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...