Avançar para o conteúdo principal

Partidos fazem avisos e críticas sobre Festa do Avante! CDS pressiona Governo


Comunistas prometem lidar com o Avante! com "criatividade", Governo recusa proibir o evento mas lembra recomendações da Saúde. Partidos oscilam entre as cautelas e as críticas diretas: "Os partidos não devem apresentar-se constantemente como exceção"

A pergunta surgiu com a proibição dos festivais de verão e eventos “de natureza análoga”: deve a Festa do Avante!, o maior evento do calendário anual do PCP, ser cancelada? Para os comunistas, a comparação não faz sentido: o Avante!, lembram, não se resume a um simples festival de música, mas antes a uma “grande realização político-cultural” que não se pode colocar no mesmo saco de eventos - já cancelados - como o NOS Alive ou o Paredes de Coura. E, por isso, prometem ser “criativos” ao lidar com as restrições impostas pela pandemia.

Dias depois de António Costa ter recusado impedir a realização da festa que simboliza a rentrée do PCP - “a atividade política não está proibida” - mas frisando que será preciso cumprir as recomendações da DGS, os partidos começam também a tomar posição sobre a polémica que pôs os comunistas no olho do furacão. Nenhum apoia de caras a realização da festa, mas há posições mais cautelosas, que apontam para o respeito pelas normas que a “ciência recomenda”, e outras de crítica pura e dura, incluindo uma ironia sobre a suposta “imunidade de grupo” do PCP.

https://expresso.pt/politica/2020-05-11-Partidos-fazem-avisos-e-criticas-sobre-Festa-do-Avante-CDS-pressiona-Governo

Comentários

Notícias mais vistas:

ASAE e ENSE fiscalizam 70 postos de combustível e aplicam contraordenações a 17

A ASAE e a ENSE realizaram fiscalizações a 70 postos de combustível tendo aplicado 17 contraordenações por ausência de inspeções periódicas quinquenais obrigatórias, práticas comerciais desleais e irregularidades relacionadas com exatidão nas medições de combustível. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através das suas Unidades Regionais, e a Entidade Nacional para o Setor Energético, E.P.E., (ENSE), através da sua Unidade de Controlo e Prevenção, desenvolveram nos últimos dias, a nível nacional, várias operações de fiscalização e de prevenção criminal dirigidas a postos de abastecimento de combustível, na sequência do recente aumento dos preços praticados no mercado nacional. A operação decorreu nos concelhos de Lisboa, Setúbal, Leiria, Coimbra, Viseu, Castro d´Aire, Barcelos, Braga, Vila Nova de Gaia, Porto, Vila Real e Faro. Da operação resultou a fiscalização de 70 operadores económicos, tendo sido instaurados 17 processos de contraordenação, entre as principais...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...