Avançar para o conteúdo principal

Shutdown do Governo norte-americano custou mais do que o muro de Trump

Contas feitas, o encerramento do Governo norte-americano custou mais do que o muro idealizado por Donald Trump. Segundo os cálculos da S&P Global Ratings, a economia dos Estados Unidos sofreu perdas de, pelo menos, 6 mil milhões de dólares durante o shutdown mais logo da história política do país.

Os números, avançados pela CBS News, dão conta que estas perdas superam em 300 milhões os fundos solicitados pelo Presidente dos Estados Unidos para a construção do muro fronteiriço com o México. Em dezembro, o presidente pediu 5,7 mil milhões de dólares para criar a infraestrutura, valor que os congressistas do Partido Democrata se recusaram a aceitar.

Nesta sexta-feira, Trump e o Senado assinaram um acordo temporário para acabar com a paralisação do governo após 35 dias. O acordo permitirá que o governo reabra até 15 de fevereiro, enquanto as negociações sobre o financiamento do exigido por Trump continuam a decorrer.

O shutdown deixou cerca de 800 mil funcionários públicos sem salários e suspendeu o trabalho de vários departamentos federais. Durante o seu discurso deste sexta-feira, o Presidente declarou que garantirá que “todos os funcionários recebam seu pagamento retroativo o mais rápido possível”.

Na quarta semana de shutdown, funcionários já recorrem a bancos alimentares

Esta paralisação é mais longa da história política dos Estados Unidos, tendo ultrapassado o recorde de 21 dias estabelecido durante a presidência de Bill Clinton, em janeiro de 1996.

https://zap.aeiou.pt/shutdown-custou-mais-muro-trump-238102

Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...