Avançar para o conteúdo principal

A Terra pode tornar-se num novo planeta Vénus (e a culpa é das alterações climáticas)

Se as alterações climáticas causadas pela humanidade continuarem sem controlo, as consequências podem ser irreversíveis e podem transformar as condições no nosso planeta nas mesmas de Vénus.

No passado, o planeta Vénus já esteve coberto de água e terá sido habitável. Mas o planeta passou por uma mudança climática catastrófica: a atmosfera começou a reter demasiado calor e o surgimento de um grande número de buracos de ozono destruiu o segundo planeta do Sistema Solar, onde a temperatura atual atinge mais de 471ºC.

Estudos no planeta vizinho levaram os cientistas a procurar buracos de ozono no nosso planeta, segundo Ellen Stofan, diretora do Museu do Ar e do Espaço do Instituto Smithsonian e ex-investigadora da NASA, que enfatiza que Vénus é um espelho que pode refletir o futuro da Terra.

De acordo com o cientista planetário e astrobiólogo do Instituto de Ciência Planetária, David Grinspoon, apesar da sua aparência moderna horripilante, Vénus é muito semelhante à Terra – sendo até chamado a “gémea malvada” do Planeta Azul.

“Vénus é um laboratório para entender a física do clima e as mudanças climáticas de um planeta parecido com a Terra. É impossível aprender tudo o que se precisa saber sobre a mudança climática na Terra ao estudar apenas a Terra”, disse ao portal Space.

Daqui a algum tempo, à medida que o Sol começa a envelhecer, o nosso planeta percorrerá o mesmo caminho que Vénus, com a evaporação do oceanos num mundo descontrolado devido ao efeito estufa.

“Acho que Vénus é um aviso importante: o efeito estufa não é apenas uma teoria”, concluiu Stofan.

https://zap.aeiou.pt/terra-tornar-novo-planeta-venus-alteracoes-climaticas-229368

Comentários

Notícias mais vistas:

Arquitetura 3D ajuda chip Xiaomi XRING O100 a alcançar velocidade inédita de memória

 Apresentado no final de agosto, o chip XRING O100 da Xiaomi alcançou um desempenho recorde no processamento de inteligência artificial. O componente chegou à marca de 330 tokens por segundo graças a uma expressiva largura de banda de memória de 1,22 TB/s. O acelerador tem a missão de lidar com rotinas complexas direto no dispositivo do usuário, sem qualquer dependência de internet. O segredo por trás dessa velocidade extrema é a arquitetura de 6 nanômetros, classificada pela própria companhia como a primeira solução de empilhamento avançado 3D do mundo. O design utiliza um processo de união híbrida capaz de aproximar os limites físicos da tecnologia, o que garante uma taxa de transferência 16 vezes maior na comparação com os celulares tradicionais. A ideia central do projeto envolve a junção vertical das matrizes lógicas e das memórias DRAM de alta velocidade. Essa técnica encurta a distância entre as peças de computação e os dados armazenados, o que resolve um gargalo histórico d...

Pentágono rejeita investigar limitações ao Starlink na Ucrânia

© Niall Carson/PA Images via Getty Images  O órgão de supervisão do Pentágono recusou um pedido de nove senadores norte-americanos para investigar as recentes limitações no fornecimento à Ucrânia de serviços de internet por satélite Starlink e Starshield. O órgão de supervisão do Pentágono recusou um pedido de nove senadores norte-americanos para investigar as recentes limitações no fornecimento à Ucrânia de serviços de internet por satélite Starlink e Starshield.   Numa resposta obtida pela agência noticiosa AP, datada de terça-feira, o inspetor-geral do Pentágono informou os nove legisladores — quatro republicanos e cinco democratas — que as preocupações apresentadas seriam mais bem respondidas pela Força Aérea. Os senadores pretendem que sejam investigadas as circunstâncias das limitações, relatadas pelas autoridades ucranianas, das velocidades de ligação no serviço Starlink e na sua versão de uso militar, o Starshield, que prejudicaram a capacidade de intercetar drones de ...

Google mudou a IA Gemini no telemóvel e nunca mais vai usar outra app de viagens

 A Google continua imparável na evolução da sua IA e acaba de lançar uma funcionalidade que promete mudar a rotina de quem viaja ou procura novos locais. A app móvel do Gemini recebeu uma ferramenta dedicada de mapas, desenhada para fornecer respostas muito mais precisas com base na localização do utilizador. Surge de forma nativa no Android e iOS, deixando para trás a necessidade de descrever locais ou introduzir endereços. A novidade foca-se na facilidade de utilização e na rapidez de resposta no dia a dia. Em vez de depender de longos parágrafos para enquadrar um pedido, o utilizador pode agora simplesmente apontar no ecrã o que pretende analisar. O assistente inteligente passa a utilizar essa informação visual como referência geográfica direta, tornando as recomendações de restaurantes, pontos de interesse, monumentos ou rotas de passeio incrivelmente mais diretas e contextualizadas no smartphone. Um mapa interativo na palma da mão para descobrir qualquer cidade Para aceder a e...