Avançar para o conteúdo principal

Tem 50 mil euros no banco? O Fisco vai poder aceder à sua conta.

O Fisco vai mesmo ser informado sobre titulares que tenham saldos acima de 50 mil euros num banco.

Está aprovada a nova lei que prevê o levantamento do sigilo bancário para quem tiver mais de 50 mil euros no banco. Cinco respostas essenciais para ficar a saber como vai funcionar.

Quem é abrangido?
Todos os contribuintes, residentes em território nacional, que tiverem mais de 50 mil euros depositados num banco, ainda que em contas diferentes.

Qual é o procedimento?
Os bancos vão passar a enviar para o Fisco a informação do saldo da conta bancária, ou de várias contas bancárias, de que o contribuinte for titular na instituição financeira, cujo valor total exceda os 50 mil euros.

Que informação é que os bancos enviam e quando?
As instituições financeiras devem comunicar, até 31 de julho de cada ano, os saldos das contas bancárias de um titular referentes à data de 31 de dezembro do ano civil anterior. Note que os bancos enviam apenas os saldos e não os movimentos detalhados das contas bancárias.

E o que faz o Fisco com a informação?
A Autoridade Tributária e Aduaneira analisa a informação do contribuinte e cruza os dados com outra informação relevante de que possa eventualmente dispor. Se tiver dúvidas e decidir avançar para uma inspeção, pede então o levantamento total do sigilo bancário ao banco, que dará acesso à informação completa e movimentos das contas bancárias.

Quando entra em vigor?
A nova lei foi aprovada em 11 de janeiro, no Parlamento, e terá agora de ser ratificada pelo Presidente da República. Não havendo objeções, prevê-se que o Fisco receba já informações relativas a 2017 e 2018 relativa aos contribuintes com poupanças no banco acima de 50 mil euros.

https://www.contasconnosco.pt/artigo/tem-50-mil-euros-no-banco-o-fisco-vai-poder-aceder-a-sua-conta

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Quimioterapia com "efeitos secundários mínimos". A descoberta na luta contra o cancro que tem a mão de duas portuguesas

 Diana Fernandes e Fernanda Andrade integram a equipa de investigadores que desenvolveu um hidrogel injetável que pode estar perto de revolucionar a quimioterapia como hoje a conhecemos. Quiseram "humanizar" o tratamento e tornar "mínimos" os seus efeitos secundários. Os tumores sólidos são os alvos do tratamento, como cancro do ovário, cérebro, mama ou pâncreas É macio, injetável, biodegradável e feito com compostos naturais. São as principais características do novo hidrogel desenvolvido por investigadores do Instituto de Investigação Vall d’Hebron (VHIR) que pode simbolizar um verdadeiro ponto de viragem na luta contra o cancro. Composta por celulose e quisotano, esta formulação local funciona como um “sistema de depósito” que vai libertando o fármaco da quimioterapia “pouco a pouco, durante um longo período de tempo”, com precisão junto da zona do tumor. É o que explica à CNN Portugal a principal investigadora do projeto, Diana Fernandes, 39 anos, doutorada em T...

Cascais terá a primeira linha de comboio a ser concessionada a privados. O que muda e como a Câmara quer intervir

 O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que Cascais será a primeira linha de comboios a ser concessionada a privados. A intenção é antiga, mas as condições ainda não são conhecidas. O presidente da câmara, Nuno Piteira Lopes, quer ter “uma palavra ativa” no negócio. A intenção de concessionar a privados a rede de Comboios Urbanos de Lisboa — formada pelas linhas de Sintra, Azambuja, Cascais e Sado, num total de 67 estações — foi anunciada há mais de um ano e está prevista na lei desde 2009, mas, este fim de semana, o primeiro- ministro revelou no 43.º Congresso do PSD, na Anadia, que o primeiro acordo será relativo a Cascais. O presidente da câmara, Nuno Piteira Lopes, considera que “a medida anunciada hoje vai ao encontro de uma visão que tem defendido para Cascais: aproximar a gestão da linha dos utilizadores do concelho”. Embora nada se saiba em relação aos termos da concessão, em setembro do ano passado o autarca estabeleceu como objetivo estratégico do município a grat...