Avançar para o conteúdo principal

Aumentos de 8% para administrativos fora do incentivo em IRC


A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho  © LUSA


 Posição final da Autoridade Tributária exclui do incentivo em IRC a portaria de condições de trabalho, que envolve 94 mil pessoas.


As empresas que tiverem de suportar os aumentos salariais de cerca de 8% atribuídos a 94 mil trabalhadores administrativos através da chamada portaria de condições de trabalho, que já foi publicada pelo Governo, não terão afinal direito ao incentivo em IRC relativamente aos aumentos salariais destes trabalhadores, avança esta terça-feira o Jornal de Negócios.


Segundo explica a publicação, a posição terá sido corrigida no ofício final da Autoridade Tributária (AT) que explica em detalhe como se vai aplicar o incentivo à valorização salarial previsto este ano na Lei do Orçamento do Estado.


"Encontram-se excluídos do conceito de IRCT [instrumento de regulamentação coletiva de trabalho] dinâmica os seguintes IRCT não negociais: a Portaria de Condições de Trabalho e a decisão arbitral em processo de arbitragem obrigatória ou necessária", lê-se no documento, que assim exclui do incentivo os aumentos que resultam da portaria publicada em julho com retroativos a abril.


Aumentos de 8% para administrativos fora do incentivo em IRC (dinheirovivo.pt)


Comentário do Wilson:

Se fosse eu a fazer isto seria considerado um burlão de má fé com direito a prisão mas como é o governo a fazer isto então não acontece nada porque vivemos num país cor-de-rosa.

infelizmente isto é um padrão do Estado que se agravou nos últimos anos.

Ainda esta semana fartei-me rir (para não chorar) ao ver um quadro comparativo da OCDE onde, apesar dos dados falsos e inflacionados que Portugal manda para a OCDE dizendo que um professor do terceiro ciclo do ensino básico com 15 anos de experiencia ganha 41.000€/ano.

Apesar deste número falso e inflacionado a OCDE conclui que, mesmo assim, esse professor ganha menos do que a média da OCDE.

Mas se a OCDE tivesse acesso aos números verdadeiros então os professores em Portugal passariam para o último lugar da lista.

Atenção que não estamos a comparar com a Europa mas com a OCDE que inclui países como Turquia, Nova Zelândia, México, República Checa, Hungria e muitos outros países supostamente mais pobres que Portugal.

Eu sei do que falo porque a minha mulher tem quase 30 anos de experiência do ensino secundário (um grau superior ao comparado) e mesmo assim ganha muito menos do que os números apresentados.

Isto em ordenado bruto porque em ordenado líquido a desgraça é muito pior.





Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Em plena crise de Ceuta, Marrocos procura alternativa a Espanha para chegar à Europa: Portugal pode abrir nova porta elétrica

 Governo português esclareceu em agosto que a interligação se encontra numa “fase de avaliação e não de decisão de investimento” e que só avançará caso seja possível obter financiamento europeu ou privado Em plena crise de Ceuta, Marrocos procura alternativa a Espanha para chegar à Europa: Portugal pode abrir nova porta elétrica Portugal e Marrocos recuperaram um projeto que pode alterar o mapa das ligações elétricas entre a Europa e o Norte de África. Os dois países querem estudar uma interligação direta através de um cabo submarino, estimado em 800 milhões de euros em 2018, e pretendem pedir financiamento a Bruxelas e atrair investidores privados para tornar a infraestrutura possível. A concretizar-se, Marrocos passaria a dispor de uma segunda ligação direta ao mercado elétrico europeu, deixando de depender exclusivamente de Espanha. Mas o projeto poderá ter também consequências deste lado da fronteira: uma maior capacidade para exportar eletricidade para Marrocos pode, em determ...

Depois dos mercados, Portugal passa Espanha também no rating

 Portugal está pela primeira vez acima de Espanha para uma das principais agências de rating mundiais. Há anos que a dívida pública e os juros cobrados no mercado já eram mais baixos em Portugal. Pela primeira vez desde pelo menos 2010, uma das três principais agências de notação financeira do mundo passou, esta sexta-feira, a atribuir a Portugal um rating superior ao da Espanha. Um reconhecimento que surge agora, depois de há já vários anos Portugal não só apresentar dados orçamentais mais favoráveis que a Espanha, como também beneficiar de taxas de juro mais baixas nos mercados. Portugal ultrapassa Espanha na classificação da dívida pública | Finanças públicas | PÚBLICO