Avançar para o conteúdo principal

A receber chamadas anónimas incomodativas? Eis o que deve fazer para se defender



 Apesar de não serem criados para isso, os smartphones dão aos seus utilizadores algum anonimato, em especial os números não registados. Sem uma morada ou uma origem identificada, torna-se simples fazer chamadas incomodativas a partir de números anónimos. Existe uma forma de se defender, e vamos explicar como.


Quando recebe chamadas telefónicas de números privados, não identificados, que são incomodativas devido ao seu carácter repetitivo, ameaçador, calunioso ou fora de horas, desconhecendo quem faz essas chamadas, tem um mecanismo legal ao seu dispor que pode usar para resolver a situação.


O assinante ou utilizador do telefone pode solicitar a anulação da confidencialidade da linha chamadora, por um período de 30 dias, quando essas chamadas sejam perturbadoras da paz familiar ou da intimidade da vida privada (conforme artigo 10.º, n.º 1, da Lei 41/2004).


O pedido deverá ser feito, nos termos da lei, junto da sua operadora telefónica, por escrito e devidamente fundamentado. Após receção do seu pedido, a operadora solicita o parecer da CNPD que é dado no prazo aproximado de 15 dias.


Mais informações sobre a forma como tal procedimento é operacionalizado constam do artigo 10.º dessa mesma lei. Se a situação ainda assim não ficar resolvida, a vítima poderá apresentar queixa-crime junto de autoridade policial ou do Ministério Público.


Estas chamadas não se devem confundir com telefonemas de marketing que, apesar de também poderem ser incomodativas, e eventualmente provenientes de números telefónicos confidenciais, não estão abrangidas por este preceito legal.


Apesar de não ser um processo simples, esta é a garantia que poderá proteger-se caso esteja a receber chamadas incomodativas de números anónimos. Usando os mecanismos legais consegue quebrar o anonimato e depois agir da forma correta e necessária para estas chamadas deixarem de existir.


https://pplware.sapo.pt/smartphones-tablets/dica-a-receber-chamadas-anonimas-incomodativas-eis-o-que-fazer-para-se-defender/

Comentários

Notícias mais vistas:

"Este Governo acabou com o arrendamento forçado" e agora cria "a venda forçada" de casas - "não faz sentido" ou será que sim?

  Pode um herdeiro obrigar os restantes a vender a casa dos pais? O Governo quer que sim - com nuances. Em termos constitucionais, a medida "não é uma hipótese aberrante ou absurda". Nos demais termos - a medida está a causar celeuma Depois da descida para 10% no IRS dos senhorios e da redução do IVA da construção para 6%, o Governo tem  duas novas medidas de combate à crise da habitação : tornar os despejos mais céleres e desbloquear imóveis presos em heranças indivisas. Ambos os diplomas foram aprovados, esta quinta-feira, em conselho de ministros, com o objetivo de colocar mais casas no mercado. A ideia do Executivo é simples: resolver e facilitar pendências com o propósito de aumentar a oferta de modo a que o preço por metro quadrado e das rendas baixe. Para a economista Vera Gouveia Barros, especialista em habitação, "é bastante difícil" antever os impactos reais destas duas medidas sem que se tenha uma proposta legislativa elaborada. A economista diz, no entan...

Ucrânia acusa Hungria de fazer sete funcionários de banco ucraniano reféns em Budapeste

 Kiev acusa as autoridades húngaras de terem raptado sete funcionários do Oschadbank da Ucrânia, e terem apreendido uma grande quantidade de dinheiro e ouro. Uma nova escalada numa amarga disputa diplomática entre Orbán e Zelenskyy. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou na quinta-feira a Hungria de fazer sete funcionários de um banco ucraniano reféns em Budapeste, num momento de elevada tensão entre os dois países. "Em Budapeste, as autoridades húngaras fizeram sete cidadãos ucranianos reféns. Os motivos permanecem desconhecidos, assim como o seu estado de saúde atual", escreveu Andriy Sybiga. Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, os detidos são "funcionários do banco estatal Oschadbank que operavam dois veículos do banco em trânsito entre a Áustria e a Ucrânia, transportando dinheiro". "Trata-se de terrorismo e de extorsão patrocinada pelo Estado" perpetrada pela Hungria, denunciou o ministro, afirmando já ter enviado uma nota oficial ...

Wall Street começa a chamar a atenção para os "ecos" da pior crise do século

  Para alguns investidores proeminentes, os paralelos com a crise dos subprimes parecem óbvios. Mas não há um consenso claro em Wall Street Nova Iorque -  Durante meses, investidores e analistas têm acompanhado de perto o obscuro setor financeiro conhecido como crédito privado, onde os sinais de alerta têm alimentado receios de uma repetição da crise financeira de 2008. Ainda não é claro se estes alertas representam apenas alguns erros isolados ou uma fragilidade sistémica mais grave no setor de 1,8 mil milhões de dólares. Mas, se esta última hipótese for sequer remotamente possível, vale a pena perceber o que raio se está a passar. Uma breve introdução ao "crédito privado" De uma forma muito simples, o termo refere-se aos investidores que emprestam dinheiro diretamente a empresas privadas, sem passar pelos bancos. Os mutuários — geralmente pequenas empresas que os bancos considerariam demasiado arriscadas ou complexas para um empréstimo tradicional — pagam uma taxa de juro m...