Avançar para o conteúdo principal

O SSD mais lento é superior ao HDD mais rápido?



 Sim, e não! Afinal, nem todos os SSDs são iguais. Aliás, a única maneira em que isto é sempre verdade, é no tempo de resposta (latência), em que qualquer SSD vai ser sempre muitíssimo mais rápido relativamente a qualquer drive mecânica HDD. Afinal, o tempo de resposta, até do melhor HDD, vai andar à volta dos 5ms. Isto enquanto até nos SSDs mais antigos, esta métrica fica pelos 250us.


Dito tudo isto, o tempo de resposta não é assim tão importante como poderá pensar para o utilizador mais comum, por isso vale o que vale.


Vamos por partes, de forma a explorar um pouco mais este assunto.


Antes de mais nada, é preciso ter em conta que da mesma forma que existem vários tipos de HDDs, também existem muitos tipos de SSDs. Mas vamos generalizar um pouco as coisas para ser mais fácil explicar.

 

É normal para um SSD, especialmente os mais baratos, ter uma performance de escrita “má”. Especialmente quando falamos de ficheiros de grandes dimensões, ou quando a memória está a ficar muito perto dos 100%.


Dito isto, a grande maioria dos SSDs populares do mercado têm duas fases:

Boas velocidades de leitura, mas uma performance de escrita um pouco menos estável. Tudo devido à forma como todo o sistema de armazenamento funciona. (Em suma, normalmente, um SSD é muito rápido enquanto tem cache disponível. Depois pode baixar a velocidade de escrita para níveis idênticos, ou até mais baixos que alguns HDDs).


Muito resumidamente, um HDD não tem duas personalidades, oferece sempre a mesma velocidade de escrita ou de leitura. Sendo muito mais focado na densidade de armazenamento. Ou seja, apostam mais em ter espaço de armazenamento, em vez de oferecer velocidade pura e dura. O que nem sempre significa que sejam mais lentos que alguns SSDs do mercado.


Curiosamente, apesar das suas limitações, na parte dos SSDs, é um sistema que funciona muito bem! Porque claro está, se encaixa perfeitamente na forma como a grande maioria dos consumidores usa o seu armazenamento.


Conclusão

Em suma, SSDs ‘como deve de ser’, com memória SLC/TLC, cache DRAM, e refrigeração decente, vão ser sempre mais rápidos que qualquer HDD do mercado. Mas lá está, nem todos os SSDs são feitos da mesma forma, e por isso, nem todos os modelos oferecem todas as funcionalidades possíveis e imaginárias.


Temos SSDs com memória QLC que apostam mais no espaço disponível, e menos na velocidade. (Continuam muito mais rápidos no acesso à informação relativamente a um HDD). Temos SSDs com cache DRAM, que são super rápidos enquanto têm DRAM disponível! Mas quando esta termina, apresentam taxas de transferência muito mais baixas. Etc…

 

Curiosamente, como pode ver pelos links em cima, em que a WD e Samsung foram apanhadas a trocar componentes, que por sua vez baixaram a performance de alguns SSDs… Com a crise de prodição de componentes, as fabricantes de armazenamento SSD estão a apostar mais na densidade e menos na velocidade de leitura ou de escrita de dados. Por serem drives menos complexas, e por isso mais baratas.


https://www.leak.pt/ssd-superior-ao-hdd-mais-rapido/

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Quimioterapia com "efeitos secundários mínimos". A descoberta na luta contra o cancro que tem a mão de duas portuguesas

 Diana Fernandes e Fernanda Andrade integram a equipa de investigadores que desenvolveu um hidrogel injetável que pode estar perto de revolucionar a quimioterapia como hoje a conhecemos. Quiseram "humanizar" o tratamento e tornar "mínimos" os seus efeitos secundários. Os tumores sólidos são os alvos do tratamento, como cancro do ovário, cérebro, mama ou pâncreas É macio, injetável, biodegradável e feito com compostos naturais. São as principais características do novo hidrogel desenvolvido por investigadores do Instituto de Investigação Vall d’Hebron (VHIR) que pode simbolizar um verdadeiro ponto de viragem na luta contra o cancro. Composta por celulose e quisotano, esta formulação local funciona como um “sistema de depósito” que vai libertando o fármaco da quimioterapia “pouco a pouco, durante um longo período de tempo”, com precisão junto da zona do tumor. É o que explica à CNN Portugal a principal investigadora do projeto, Diana Fernandes, 39 anos, doutorada em T...

CRA: a lei europeia de cibersegurança que vai afetar milhares de produtos

 A União Europeia está a mudar a forma como a cibersegurança é encarada. Com o Cyber Resilience Act (CRA), a segurança deixa de ser apenas uma preocupação das organizações e passa também a ser uma obrigação diretamente associada aos produtos digitais colocados no mercado europeu. Cyber Resilience Act (CRA): a lei europeia de cibersegurança que vai afetar milhares de produtos A nova legislação estabelece requisitos obrigatórios de cibersegurança para produtos com elementos digitais, abrangendo desde software e sistemas operativos a dispositivos IoT, equipamentos conectados e determinados componentes de infraestrutura. O objetivo é simples: os produtos digitais devem ser concebidos, desenvolvidos e mantidos tendo a segurança em conta desde o início e durante todo o seu ciclo de vida. O que é o Cyber Resilience Act? O CRA é uma regulamentação europeia que estabelece requisitos de cibersegurança para produtos com elementos digitais comercializados na União Europeia. A grande mudança es...