Avançar para o conteúdo principal

Ex-funcionária da Google alerta para a produção de drones e robots assassinos: "Podem acidentalmente despoletar uma guerra"

A Google pediu a Laura Nolan para reforçar os drones militares dos EUA. Recusou, demitiu-se e juntou-se a uma causa. Agora, alerta para o perigo destas armas que, diz, podem originar uma guerra.

(Duas aeronaves X-45A, veículos aéreos de combate não tripulado da Boeing)

Cerca de um ano depois de se ter demitido da Google, Laura Nolan avisa agora que há uma nova geração de armas automáticas que podem, acidentalmente, desencadear uma guerra e “causar atrocidades de forma massiva”.

Nolan defende que estes robots têm a capacidade para criar “calamidades para as quais não estavam programados” e que, por isso, devem ser banidos, à semelhança das armas químicas.

A engenheira em ciência computacional demitiu-se depois de lhe ter sido atribuída a tarefa de trabalhar num projeto para reforçar a tecnologia nos drones militares norte-americanos. Assim, juntou-se à Campanha para Parar os Robots Assassinos que visa alertar para os perigos do uso destas armas. “Há a possibilidade de acontecerem grandes acidentes, porque estas coisas vão começar a agir de forma inesperada. Daí a importância de submeter qualquer sistema avançado de armas ao controlo humano. Caso contrário, estas armas têm de ser banidas porque são demasiado imprevisíveis e perigosas”, alertou, citada pelo The Guardian.

Para Nolan, as consequências fatais podem resultar de coisas tão simples como mudanças meteorológicas não previstas pelo software dos drones ou um comportamento humano complexo. “Outra questão assustadora é que só se pode testar estes sistemas de guerra autónomos no campo de combate. Quem sabe se isso não está já a acontecer atualmente, com os russos na Síria?”, diz ainda Nolan.

https://observador.pt/2019/09/16/ex-funcionaria-da-google-alerta-para-a-producao-de-drones-e-robots-assassinos-podem-acidentalmente-despoletar-uma-guerra/

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

KillSec. Desmantelado grupo internacional de hackers liderado por um jovem de 16 anos. Foi traído pela paixão por motas

 Operação liderada pela Alemanha e coordenada pela Europol levou a três detenções de alegados membros de um grupo responsável por lucrar milhares de euros com dados roubados. Dois erros ditaram o desmantelamento do KillSec, um grupo de hackers que se dedicava a extorquir vítimas de roubo de dados pessoais para que estes não fossem divulgados, o chamado ransomware. Segundo as autoridades, algumas vítimas do KillSec pagaram meio milhão de euros para que os seus dados não fossem divulgados; são-lhes atribuídos cerca de mil ataques pelo mundo inteiro. Eram liderados por um jovem de 16 anos a partir de Alicante, Espanha, acredita a Europol. Foi a Europol que coordenou as operações policiais em nove países europeus e nos EUA que levaram à detenção de três membros do KillSec. Tudo foi possível graças ao cruzamento de informações entre o FBI do território norte-americano de Porto Rico e a Guardia Civil espanhola, que permitiu identificar uma morada e um número de telefone. Esta quarta-feir...

Alemanha abre porta à “condução autónoma” da Tesla, mas exige novo nome

 Berlim quer acelerar a aprovação europeia do sistema da Tesla, mas exige à fabricante que abandone a designação “full self-driving”, considerada enganadora. Fomos conduzidos por um Tesla Model Y em Amesterdão e a experiência demonstra que a tecnologia de condução autónoma está já numa fase muito avançada DR O pragmatismo alemão encontrou uma saída negociada para desbloquear a aprovação do sistema mais avançado de assistência à condução da Tesla, conhecido até agora como “full self-driving”. O Ministério Federal dos Transportes manifestou a intenção de viabilizar a tecnologia na Alemanha e de defender a sua aprovação a nível comunitário. Em troca do apoio de Berlim, a empresa liderada por Elon Musk terá aceitado uma concessão há muito reclamada por especialistas em segurança rodoviária: abandonar no mercado alemão a controversa designação comercial “full self-driving”, ou condução totalmente autónoma. O pacote de software passará a chamar-se “Tesla assisted driving”, ou condução as...