Avançar para o conteúdo principal

Ainda se lembra dos pagers? Serviço resistiu no Japão mas agora chega ao fim


Apesar de ser uma tecnologia datada, o serviço da Tokyo Telemessage ainda tinha mais de 1.500 clientes. Em Portugal a descontinuação do serviço de chamada de pessoas, foi bastante mais “precoce”, com a última operadora a cessar a operação em 2002.

Por mais estranho que possa parecer, até esta semana o serviço de chamada de pessoas, conhecido por paging, ainda era uma realidade no Japão. Hoje, 1 de outubro, a única fornecedora do serviço no país decidiu pôr um ponto final no "negócio", focando-se agora em distribuir informações aos governos locais através dos seus serviços de mensagens.

Em Portugal a prestação do serviço que começou a ser utilizado a nível mundial a partir dos anos 80 foi descontinuada muito mais cedo, ainda em 2002, sendo substituída pelos telemóveis. De acordo com a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), o paging é um serviço de telecomunicações móveis unidireccional, destinado ao envio de mensagens endereçadas não vocais de baixo débito, sonoras, numéricas e alfa-numéricas. O serviço pode ser prestado através de diversos tipos de redes e tecnologias, nomeadamente as baseadas nos sistemas POCSAG, FLEX e ERMES.

Apesar de ter deixado de produzir o pager há 20 anos, só agora é que a empresa japonesa Tokyo Telemessage descontinua oficialmente o serviço, dizendo que o foco passa a ser ajudar os governos locais através de mensagens de texto, nomeadamente na prevenção de catástrofes. Não deixando de agradecer aos últimos 1.500 clientes “resistentes”, a empresa garante que vai apostar noutras áreas em breve.

Pager em Portugal: qual a realidade do país?
Segundo a ANACOM, em Portugal o paging nunca "chegou a afirmar-se nos sistemas que lhe sucederam". Lançado a nível comercial em 1990, o paging contava em 1998 com 264.300 assinantes e com 11.847 chamadas feitas. No entanto, passados apenas dois anos, esses números passaram para 29.700 e 1.159, respetivamente e em 2001 a realidade era ainda mais negativa, com 5.400 assinantes e menos de 1.000 chamadas realizadas nesse ano.

A TMN, marca da Portugal Telecom, cessou a prestação deste serviço a 31 de julho de 2001, no Continente e Região Autónoma da Madeira, mantendo-se na Região Autónoma dos Açores até 31 de agosto. Já a Vodafone tinha cessado a prestação do paging a 31 de outubro de 2001.

Comentários

Notícias mais vistas:

Híbridos plug-in gastam até 3 vezes mais combustível do que o divulgado - por negligência do condutor

  Levantamento com 1 milhão de veículos na Europa revela que consumo real difere bastante dos testes oficiais de laboratório; marcas premium lideram desvios Estudo apontou diferença relevante entre números oficiais e desempenho nas ruas dos PHEVs (Foto: Volvo | Divulgação) Um novo levantamento baseado em dados reais de circulação colocou em xeque a eficiência dos veículos híbridos plug-in (PHEVs). Conduzido pelo Instituto Fraunhofer, na Europa, o estudo revelou que o consumo de combustível desses automóveis nas ruas chega a ser três vezes maior do que o registrado nos testes oficiais de homologação. A análise compilou informações de aproximadamente 1 milhão de carros fabricados entre 2021 e 2023. Os números foram extraídos diretamente do sistema europeu de monitoramento de consumo a bordo (OBFCM). Ao contrário dos ensaios controlados em laboratório, que costumam ser criticados por não refletirem a realidade, esses dados ilustram o comportamento dos veículos no uso cotidiano dos mot...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...

China declara guerra aos ecrãs nos carros com novas regras

 Ao contrário do que seria expectável, não foi a Europa nem os Estados Unidos da América que decidiram tomar medidas para combater a dependência dos ecrãs a bordo nos carros modernos. China adianta-se. Parece cada vez mais próximo o inevitável regresso aos comandos físicos tradicionais nos automóveis. Os ecrãs (quase de perder de vista) invadiram os cockpits dos automóveis mais recentes, começando por ser percepcionados como um sinónimo de vanguarda tecnológica e um factor de diferenciação, em grande parte impulsionado pelos construtores de automóveis chineses (mas não só). Pois bem, isso estará em vias de mudar por iniciativa da própria China. Ao contrário do que seria de esperar, não foi a Europa nem os Estados Unidos da América que tomaram a dianteira nesta matéria. À semelhança das novas regras que serão implementadas para reduzir o risco associado às portas de abertura electrónica (com puxadores embutidos sem accionamento mecânico ou “tipo Tesla”), o Ministério da Indústria e ...