Avançar para o conteúdo principal

Vistos gold. Investimento captado até junho sobe 27,5% para 403 milhões de euros


© Orlando Almeida / Global Imagens


 Nos primeiros seis meses de 2022, o programa de captação de investimento ascendeu a 316 milhões de euros.


O investimento captado pelo programa vistos gold subiu 27,5% no primeiro semestre, em termos homólogos, para 403 milhões de euros, de acordo com contas feitas pela Lusa com base nos dados estatísticos do SEF.


Nos primeiros seis meses de 2022, o programa de captação de investimento ascendeu a 316 milhões de euros.


No primeiro semestre deste ano, foram atribuídas 861 Autorizações de Residência para Investimento (ARI), das quais 475 no segundo trimestre (116 em abril, 180 em maio e 179 em junho).


Quanto aos vistos para familiares agrupados, no semestre foram atribuídos 1.191 (dos quais 167 em abril, 208 em maio e 192 em junho). Em janeiro tinham sido concedidos 153, em fevereiro 209 e em março 262 vistos para familiares agrupados.


O investimento total já ultrapassa os 7.000 milhões de euros, totalizando no mês passado os 7.157.485.864,42 euros em termos acumulados, desde que o programa foi lançado em outubro de 2012.


Neste período foram atribuídos 12.396 ARI, dos quais 5.366 à China, 1.229 ao Brasil, 713 aos Estados Unidos, 592 à Turquia e 550 à África do Sul.


Desde o arranque do programa foram concedidos 11.181 vistos gold por via da aquisição de bens imóveis, num total de mais de 6.337 milhões de euros. Deste montante, 636,5 milhões de euros dizem respeito à compra para reabilitação urbana, num total de 1.783 vistos dourados concedidos.


Em termos de transferência de capital, o montante acumulado ascende a 819,6 milhões de euros, num total de 1.193 ARI atribuídos, sendo que em mais de 10 anos de programa apenas foram concedidos 22 vistos gold por via da criação de postos de trabalho.


No acumulado, foram concedidos 20.000 vistos gold para familiares reagrupados.


Em 6 de julho, a proposta do governo para acabar com novas autorizações de residência para investimento em habitação foi aprovada.


A norma revogatória dos vistos gold foi uma das propostas constantes do programa Mais Habitação e, com a entrada em vigor da nova lei, não serão admitidos novos pedidos de concessão de ARI, o que não afetará a possibilidade de renovação das autorizações já concedidas.


Os pedidos de concessão e de renovação de autorização de residência para atividade de investimento mantêm-se válidos, incluindo os que estão "pendentes de procedimentos de controlo prévio nas Câmaras Municipais" à data da entrada em vigor da lei.


Também está excluída da limitação adotada a concessão ou renovação de autorizações de residência para reagrupamento familiar.


Vistos gold. Investimento captado até junho sobe 27,5% para 403 milhões de euros (dinheirovivo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Diminuiu o prazo para considerar um pagamento em atraso. Saiba o que muda

Para alinhar a legislação nacional com a comunitária e combater os pagamentos em atraso nas transações comerciais, uma fatura passa a estar em atraso sempre que passem 30 ou 60 dias. O prazo para considerar que um pagamento está em atraso ficou mais curto, de acordo com a alteração da Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso, que entra em vigor na quinta-feira. Até agora, “consideram-se pagamentos em atraso as contas a pagar que permaneçam nessa situação mais de 90 dias posteriormente à data de vencimento acordada ou especificada na fatura, contrato, ou documentos equivalentes”. Agora, para alinhar a legislação nacional com a comunitária e combater os pagamentos em atraso nas transação comercial, uma fatura passa a estar em atraso sempre que passem 30 ou 60 dias. Estes novos prazos aplicam-se da seguinte forma: 30 dias a contar da data em que o devedor tiver recebido a fatura; 30 dias após a data de receção efetiva dos bens ou da prestação dos serviços quando a data de receção d...

Portuguesa DeepNeuronic comprada pela Motorola Solutions

Vasco Lopes e Bruno Degardin  Com esta aquisição, a empresa sediada na Covilhã passa a estar integrada na rede da Motorola Solutions. A atual equipa de 17 pessoas transita para a nova fase. A portuguesa DeepNeuronic, tecnológica portuguesa de inteligência artificial (IA) que desenvolve software que converte câmaras comuns em sistemas de análise em tempo real, foi adquirida pela Motorola Solutions. O valor da operação não foi divulgado. Constituída há cinco anos por Vasco Lopes e Bruno Degardin, a startup usa IA para fazer análise de vídeo em tempo real. O software analisa as imagens no momento em que são captadas por câmaras instaladas em infraestruturas, “interpreta o contexto de cada situação e transforma o vídeo em informação operacional imediata, permitindo às organizações agir enquanto o incidente decorre, e não apenas reconstituí-lo mais tarde”, detalha a empresa. Atualmente, a tecnologia da empresa já opera em aeroportos, pontes, autoestradas, postos de combustível, unidades...