Avançar para o conteúdo principal

Fundo de Garantia de Depósitos cobre menos 1% das poupanças


 © Gerardo Santos / Global Imagens


 Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) retrocedeu para 0,98% das poupanças guardadas nos bancos portugueses do ano passado. Recursos próprios do FGD totalizavam 1,67 mil milhões de euros no fim de 2021, uma redução de 1,89 milhões de euros face a 2020.


O Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) tinha, no final de 2021, capacidade para proteger 0,98% das poupanças guardadas nos bancos portugueses, uma redução face aos 1,04% no final de 2020, divulgou o Banco de Portugal (BdP).


"A relação entre os recursos próprios do FGD e os depósitos efetivamente cobertos pela garantia registou novamente uma redução em 2021, tendo passado a situar-se em 0,98% (1,04% em 2020)", lê-se no Relatório e Contas do Fundo de Garantia de Depósitos de 2021, divulgado esta quinta-feira pelo BdP.


Segundo o documento, "essa redução é, em larga medida, atribuível ao aumento expressivo do denominador daquele rácio, em resultado do aumento registado nos depósitos cobertos pela garantia do FGD".


Ainda assim, o valor registado em 2021 está acima do nível de 0,8%, determinado como objetivo de capitalização dos sistemas de garantia de depósitos da União Europeia, a atingir até julho de 2024, refere o fundo presidido por Luís Máximo dos Santos.


Em 31 de dezembro de 2021, os recursos próprios do FGD totalizavam 1.672,13 milhões de euros, uma redução de 1,89 milhões de euros (-0,11%) face a 2020, ano em que o fundo atingiu o valor mais alto de sempre.


A redução nos recursos próprios em 2021 "reflete, essencialmente, a incorporação do resultado negativo do exercício (-2,20 milhões de euros), o recebimento de contribuições pagas pelas instituições participantes (0,45 milhões de euros) e o aumento em 139 milhares de euros dos encargos relativos ao processo de reembolso dos depósitos constituídos no Banco Privado Português, S. A., em liquidação desde 2010", indica o BdP.


Para o resultado negativo em 2,20 milhões de euros "contribuiu o resultado de -4,01 milhões de euros relativo à atividade de aplicação dos recursos do fundo (em 2020: -2,83 milhões de euros), parcialmente contrariado pelo reconhecimento de receitas relativas a coimas a favor do FGD, no montante de 1,91 milhões de euros (em 2020: 1,86 milhões de euros)", lê-se no relatório.


O FGD, criado em 1992, garante o reembolso dos depósitos constituídos nas instituições de crédito suas participantes caso se verifique uma situação de indisponibilidade de depósitos nalguma dessas instituições, abrangendo os depósitos até ao limite de 100.000 euros por depositante e por instituição de crédito.


Em 31 de dezembro de 2021, participavam no FGD 112 instituições de crédito, das quais 27 bancos, três caixas económicas, cinco caixas de crédito agrícola mútuo não pertencentes ao SICAM (Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo), 76 caixas de crédito agrícola mútuo pertencentes ao SICAM e uma instituição de crédito com sede em país não membro da União Europeia.


Fundo de Garantia de Depósitos cobre menos 1% das poupanças (dinheirovivo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Diarreia legislativa

© DR  As mais de 150 alterações ao Código do Trabalho, no âmbito da Agenda para o Trabalho Digno, foram aprovadas esta sexta-feira pelo Parlamento, em votação final. O texto global apenas contou com os votos favoráveis da maioria absoluta socialista. PCP, BE e IL votaram contra, PSD, Chega, Livre e PAN abstiveram-se. Esta diarréia legislativa não só "passaram ao lado da concertação Social", como também "terão um profundo impacto negativo na competitividade das empresas nacionais, caso venham a ser implementadas Patrões vão falar com Marcelo para travar Agenda para o Trabalho Digno (dinheirovivo.pt)

Largo dos 78.500€

  Políticamente Incorrecto O melhor amigo serve para estas coisas, ter uns trocos no meio dos livros para pagar o café e o pastel de nata na pastelaria da esquina a outros amigos 🎉 Joaquim Moreira É historicamente possível verificar que no seio do PS acontecem repetidas coincidências! Jose Carvalho Isto ... é só o que está á vista ... o resto bem Maior que está escondido só eles sabem. Vergonha de Des/governantes que temos no nosso País !!! Ana Paula E fica tudo em águas de bacalhau (20+) Facebook

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...