Avançar para o conteúdo principal

Carteira de "hacker" que atacou FTX já é uma "baleia" de ethereum


Bankman Fried, ex-CEO da FTX. Foto: Bloomberg


 O "hacker" trocou cerca de 49 milhões de dólares em stablecoins por ethereum, enchendo a carteira com o equivalente a cerca de 288 milhões de dólares. A FTX informou que foi atacada por um pirata informático este sábado no Telegram.


Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt


A FTX tem dois problemas em mãos: o colapso da sua liquidez e um ataque informático, segundo a informação avançada pela plataforma este sábado. Sabe-se agora que o "hacker" já é um dos maiores proprietários do mercado de ethereum.


No sábado, a empresa informou por Telegram que cerca de 600 milhões de dólares sairam, através de mão criminosa, da plataforma.


O "hacker" recorreu à "exchange" Kraken para transferir parte dos fundos. Entretanto, a plataforma assegura que já entrou em contacto com as autoridades.


Deste montante, a "wallet" pertencente ao "hacker" trocou cerca de 49 milhões de dólares em stablecoins por ethereum, enchendo a carteira com um total equivalente a cerca de 288 milhões de dólares em ethereum, juntando-se assim à lista de carteiras "baleia" (de enorme dimensão do mercado), segundo os dados disponibilizados pela plataforma de análise Etherscan.


A mesma entidade reconhece ainda que, com este montante, esta carteira passa a ser a 35.ª do mundo com mais ethereum.


Celebridades processam ex-CEO da FTX

Uma série de investidores, incluindo celebridades norte-americanas, avançaram com uma ação no tribunal de Miami contra Bankman Fried, ex-CEO da FTX, alegando que a empresa recorreu a práticas enganosas para atrair investidores a deterem contas na FTX.


O processo, que inclui o comediante Larry David e outras celebridades, alega que ao todo, nos EUA, foram perdidos 11 mil milhões de dólares em danos, segundo a Reuters.


A agência canadiana, avança que o pedido de indemnização não refere montantes específicos.


Carteira de hacker que atacou FTX já é uma baleia de ethereum - Criptoativos - Jornal de Negócios (jornaldenegocios.pt)

Comentários

Notícias mais vistas:

Ucrânia acusa Hungria de fazer sete funcionários de banco ucraniano reféns em Budapeste

 Kiev acusa as autoridades húngaras de terem raptado sete funcionários do Oschadbank da Ucrânia, e terem apreendido uma grande quantidade de dinheiro e ouro. Uma nova escalada numa amarga disputa diplomática entre Orbán e Zelenskyy. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou na quinta-feira a Hungria de fazer sete funcionários de um banco ucraniano reféns em Budapeste, num momento de elevada tensão entre os dois países. "Em Budapeste, as autoridades húngaras fizeram sete cidadãos ucranianos reféns. Os motivos permanecem desconhecidos, assim como o seu estado de saúde atual", escreveu Andriy Sybiga. Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, os detidos são "funcionários do banco estatal Oschadbank que operavam dois veículos do banco em trânsito entre a Áustria e a Ucrânia, transportando dinheiro". "Trata-se de terrorismo e de extorsão patrocinada pelo Estado" perpetrada pela Hungria, denunciou o ministro, afirmando já ter enviado uma nota oficial ...

Office  EU é a alternativa europeia às suítes de produtividade norte‑americanas

 Plataforma europeia Office EU reúne e‑mail, documentos, calendário e videoconferência sob o RGPD, oferecendo uma alternativa às soluções dos EUA. Uma plataforma digital europeia está a posicionar-se como alternativa às grandes suítes de produtividade controladas por empresas norte-americanas. Chama-se Office  EU e reúne num só espaço todas as ferramentas básicas de escritório – desde edição de texto e folhas de cálculo até correio eletrónico, armazenamento de ficheiros e videoconferência. A sua principal diferença? É integralmente europeia, tanto na propriedade como na infraestrutura técnica, e cumpre as regras de proteção de dados da União Europeia. O OfficeEU visa oferecer a empresas, organizações e cidadãos uma solução de trabalho em nuvem sem recurso a servidores ou legislação de fora da Europa. O utilizador pode criar e partilhar documentos, gerir agendas e realizar chamadas de vídeo num ambiente regulado pelo RGPD, mantendo o controlo sobre os próprios dados. Entre as aplica...

Wall Street começa a chamar a atenção para os "ecos" da pior crise do século

  Para alguns investidores proeminentes, os paralelos com a crise dos subprimes parecem óbvios. Mas não há um consenso claro em Wall Street Nova Iorque -  Durante meses, investidores e analistas têm acompanhado de perto o obscuro setor financeiro conhecido como crédito privado, onde os sinais de alerta têm alimentado receios de uma repetição da crise financeira de 2008. Ainda não é claro se estes alertas representam apenas alguns erros isolados ou uma fragilidade sistémica mais grave no setor de 1,8 mil milhões de dólares. Mas, se esta última hipótese for sequer remotamente possível, vale a pena perceber o que raio se está a passar. Uma breve introdução ao "crédito privado" De uma forma muito simples, o termo refere-se aos investidores que emprestam dinheiro diretamente a empresas privadas, sem passar pelos bancos. Os mutuários — geralmente pequenas empresas que os bancos considerariam demasiado arriscadas ou complexas para um empréstimo tradicional — pagam uma taxa de juro m...