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Maior parque eólico de Portugal já começou a produzir energia



Este é o primeiro projeto eólico-hidroelétrico de Portugal.


 A Iberdrola deu início à energização do Parque Eólico do Tâmega Norte onde combina energia eólica e hídrica, num projeto considerado “pioneiro” que funciona em ligação com as barragens do Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET).


O Parque Eólico do Tâmega Norte foi construído entre Salto (Montalegre) e Cabeceiras de Basto e está ligado ao Parque Eólico Tâmega Sul, que está a ser instalado entre Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar.


A Iberdrola anunciou hoje, em comunicado, que deu início à energização deste que classificou como o “primeiro projeto eólico-hidroelétrico de Portugal”.


A entrada em funcionamento está a ser gradual, com uns aerogeradores a já estarem a produzir de energia e outros a entrarem em funcionamento nas próximas semanas, estando, segundo a empresa espanhola, integrados no “primeiro empreendimento híbrido ligado à rede em Portugal e na Península Ibérica”.


Os dois parques (Norte e Sul) vão ficar ligados ao SET, que inclui as centrais hidroelétricas e as barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, no distrito de Vila Real, com armazenamento por bombagem.


Esta combinação, segundo a empresa, permite que ambas as tecnologias se complementem, utilizando infraestruturas comuns, e sejam capazes de armazenar energia para a libertar quando o sistema assim o exigir.


A Iberdrola explicou que a hibridização facilita a partilha de infraestruturas de ligação à rede, reduz o impacto ambiental e melhora a estabilidade do sistema elétrico, acelerando a eletrificação.


A produção gerada pela central de Tâmega Norte será de aproximadamente 414 gigawatts (GWh) por ano, enquanto na central de Tâmega Sul, em construção, será de 185 GWh.


A ligação é feita através do nó da Rede Elétrica Nacional (REN) em Ribeira de Pena: a Norte a partir da subestação de Daivões e a Sul a partir de Gouvães.


O investimento total associado aos dois parques ascende a 346 milhões de euros, dos quais 237 milhões correspondem ao Tâmega Norte e 109 milhões ao Tâmega Sul.


O projeto inicial da Iberdrola propunha a instalação de 73 aerogeradores e, posteriormente, a empresa reformulou para os 60.


Em março de 2023, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada ao complexo eólico e diminuiu o número de aerogeradores para os 38.


O Tâmega Norte tem uma potência de 195 megawatts (MW), distribuída por 27 aerogeradores Vestas de última geração, cada um com uma potência de 7,2 megawatts (MW).


A Iberdrola disse que a execução do projeto respeitou condicionantes ambientais na época de reprodução de algumas espécies, o que “influenciou fortemente” o calendário das obras nos meses da primavera e verão.


“Isto levou também a que os trabalhos acontecessem em meses meteorologicamente mais severos, enfrentando tempestades como as de janeiro e fevereiro”, acrescentou.


Durante os picos de construção, o projeto empregou entre 450 e 500 trabalhadores, em todas as obras de engenharia civil nas zonas norte e sul, das subestações e do âmbito de atuação da Vestas, empresa encarregue do fornecimento e montagem dos aerogeradores.


O transporte das pás de 85 metros dos aerogeradores foi feito com recurso a um “blade lifter”, um sistema que permite contornar curvas apertadas e inclinações.


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