Avançar para o conteúdo principal

Reino Unido denuncia interceptação perigosa de caça russo no Mar Negro

 

Reino Unido denuncia interceptação perigosa de caça russo no Mar Negro (X @DefenceHQ)
Reino Unido denuncia interceptação perigosa de caça russo no Mar Negro (X @DefenceHQ)

Uma aeronave de reconhecimento RC-135W Rivet Joint da Real Força Aérea Britânica (RAF) foi alvo de interceptações consideradas perigosas por caças russos sobre o Mar Negro em abril de 2026.

Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, os episódios envolveram aeronaves Su-35 e Su-27, que se aproximaram repetidamente do avião britânico enquanto ele realizava uma missão de rotina em espaço aéreo internacional.

O governo britânico classificou o caso como o incidente mais grave envolvendo um Rivet Joint desde 2022.

Reino Unido denuncia interceptação perigosa de caça russo no Mar Negro (X @DefenceHQ)
Reino Unido denuncia interceptação perigosa de caça russo no Mar Negro (X @DefenceHQ)

De acordo com as autoridades britânicas, um caça Su-35 chegou tão perto da aeronave que acionou automaticamente os sistemas de emergência do RC-135W, incluindo a desativação do piloto automático. Em outro momento, um Su-27 realizou seis passagens em frente ao avião britânico, aproximando-se a cerca de seis metros do nariz da aeronave.

Apesar das manobras consideradas agressivas e do risco elevado de colisão em pleno voo, a tripulação da RAF conseguiu concluir a missão sem alterações.

O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, condenou publicamente as ações russas, afirmando que o comportamento dos pilotos foi “perigoso e inaceitável”.

Segundo ele, as interceptações aumentaram o risco de acidentes e de uma possível escalada militar na região.

O governo britânico também convocou representantes da Embaixada da Rússia para apresentar um protesto diplomático formal sobre o ocorrido.

RC-135W Rivet Joint da Real Força Aérea Britânica (RAF)
RC-135W Rivet Joint da Real Força Aérea Britânica (RAF)

Operado pelo 51º Esquadrão da RAF Waddington, o RC-135W Rivet Joint é uma das principais plataformas de inteligência eletrônica da OTAN, sendo usado para monitorar emissões de radar, comunicações e sinais militares.

A presença dessas aeronaves sobre o Mar Negro se tornou mais frequente desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, em meio ao aumento das tensões entre Rússia e países da aliança militar ocidental.

O Ministério da Defesa britânico destacou ainda que o episódio relembra o incidente de 2022, quando uma aeronave russa lançou um míssil próximo de outro Rivet Joint britânico na mesma região.


Reino Unido denuncia interceptação perigosa de caça russo no Mar Negro – Carro e motos


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

KillSec. Desmantelado grupo internacional de hackers liderado por um jovem de 16 anos. Foi traído pela paixão por motas

 Operação liderada pela Alemanha e coordenada pela Europol levou a três detenções de alegados membros de um grupo responsável por lucrar milhares de euros com dados roubados. Dois erros ditaram o desmantelamento do KillSec, um grupo de hackers que se dedicava a extorquir vítimas de roubo de dados pessoais para que estes não fossem divulgados, o chamado ransomware. Segundo as autoridades, algumas vítimas do KillSec pagaram meio milhão de euros para que os seus dados não fossem divulgados; são-lhes atribuídos cerca de mil ataques pelo mundo inteiro. Eram liderados por um jovem de 16 anos a partir de Alicante, Espanha, acredita a Europol. Foi a Europol que coordenou as operações policiais em nove países europeus e nos EUA que levaram à detenção de três membros do KillSec. Tudo foi possível graças ao cruzamento de informações entre o FBI do território norte-americano de Porto Rico e a Guardia Civil espanhola, que permitiu identificar uma morada e um número de telefone. Esta quarta-feir...

Ex-juíza venezuelana denuncia coação para desqualificar Corina Machado

Corina Machado. © Jesus Vargas/picture alliance via Getty Images  A ex-juíza do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) da Venezuela, Bárbara César Siero, revelou esta terça-feira que foi coagida a assinar várias sentenças de inelegibilidade política, entre as quais a de María Corina Machado. Bárbara César Siero relatou num vídeo e numa carta publicados nas redes sociais que, a 15 de dezembro de 2023, Machado interpôs uma ação junto do TSJ para que fosse revista a medida de inelegibilidade que lhe tinha sido imposta pelo Tribunal de Contas venezuelano anos antes, mas a juíza acabou por impedi-la de se candidatar à presidência nas eleições de 2024. "Paralelamente a esse facto, nesse mesmo dia, os meus dois irmãos, o tenente-coronel Guillermo Enrique César Siero, o major Guillermo Henry César Siero, e a minha cunhada, a major Diana Desirée Victoria Justo, foram detidos arbitrariamente por funcionários da Direção-Geral de Contra-Inteligência Militar (DGCIM)", acrescentou. A juíza desc...