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Primeira chamada desde o início da guerra na Ucrânia: Macron deixa aviso a Lukashenko sobre eventual entrada da Bielorrússia no conflito



 De acordo com meios de comunicação estatais bielorrussos, o contacto telefónico entre os dois líderes foi iniciado pela parte francesa


O presidente francês, Emmanuel Macron, alertou o líder bielorrusso, Alexander Lukashenko, para os riscos de um eventual envolvimento da Bielorrússia na guerra da Ucrânia, durante uma rara conversa telefónica entre os dois líderes, realizada no domingo.


Segundo uma fonte próxima de Macron citada pela agência France-Presse, o chefe de Estado francês advertiu Lukashenko para as consequências de permitir que o país seja arrastado para o conflito ao lado da Rússia.


“Macron sublinhou os riscos para a Bielorrússia caso se deixe envolver na guerra agressiva da Rússia contra a Ucrânia”, referiu a mesma fonte.


De acordo com meios de comunicação estatais bielorrussos, o contacto telefónico foi iniciado pela parte francesa. A última chamada telefónica entre Macron e Lukashenko tinha ocorrido a 26 de fevereiro de 2022, apenas dois dias após o início da invasão russa.


Macron tem defendido a necessidade de um diálogo direto entre a Europa e a Rússia sobre a guerra na Ucrânia, incluindo contactos com Vladimir Putin. Em dezembro de 2025, o presidente francês revelou que estavam em curso trabalhos técnicos para preparar o terreno para futuras conversações.


Durante a chamada, o presidente francês apelou ainda a Lukashenko para que adote medidas capazes de melhorar as relações entre Minsk e a Europa.


O contacto acontece numa altura de crescente especulação sobre uma eventual entrada formal da Bielorrússia no conflito, em apoio a Moscovo.


Na semana passada, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou para a possibilidade de a Rússia estar a preparar uma nova ofensiva contra o norte da Ucrânia com apoio bielorrusso.


Primeira chamada desde o início da guerra na Ucrânia: Macron deixa aviso a Lukashenko sobre eventual entrada da Bielorrússia no conflito - CNN Portugal


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