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Rússia ataca Kiev com drones e mísseis e mata pelo menos quatro pessoas

 

O ataque ocorreu após Zelenskyy alertar que a Rússia poderia usar o míssil balístico hipersónico Oreshnik; não se sabe se foi usado esta noite.

A Rússia lançou, na madrugada de domingo, uma vaga de ataques contra Kiev, que causou pelo menos um morto (o número subiu, entretanto, para quatro) e mais de 20 feridos, indicaram as autoridades locais.


O intenso bombardeamento fez tremer edifícios por todo o centro da cidade, incluindo nas imediações de serviços governamentais, prédios residenciais e escolas.

"Esta noite, a região de Kiev volta a sofrer um ataque maciço do inimigo com drones de ataque, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos", afirmou Mykola Kalashnyk, chefe da administração regional.

O ataque prosseguiu depois do nascer do sol, com a expectativa de que mais mísseis e drones visassem Kiev. Foram registados danos em pelo menos nove distritos da capital, incluindo edifícios residenciais, adiantou o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, numa publicação na rede Telegram.

Os interiores de apartamentos num prédio residencial danificado ficam expostos após um ataque com mísseis russos em Kiev, Ucrânia, domingo, 24 de maio de 2026
Os interiores de apartamentos num prédio residencial danificado ficam expostos após um ataque com mísseis russos em Kiev, Ucrânia, domingo, 24 de maio de 2026 AP Photo/Efrem Lukatsky

No distrito de Shevchenko, um edifício escolar foi danificado por um ataque enquanto pessoas se abrigavam no interior, afirmou o presidente da câmara, Vitalii Klitschko. As autoridades locais referiram ainda que supermercados e armazéns em vários pontos da cidade também ficaram danificados.

Os ataques ocorreram depois do presidente ucraniano ter alertado para informações de inteligência que indicavam que a Rússia estava "a preparar um ataque com o míssil Oreshnik". O míssil hipersónico de ogivas múltiplas Oreshnik foi utilizado pela primeira vez contra a cidade ucraniana de Dnipro em novembro de 2024. Foi usado uma segunda vez, em janeiro, na região ocidental de Lviv.

O presidente Vladimir Putin afirmou que o Oreshnik, que em russo significa "avelaneira", atinge dez vezes a velocidade do som e é capaz de destruir bunkers subterrâneos "a três, quatro ou mais pisos de profundidade".

A arma desloca-se "como um meteorito" e é imune a qualquer sistema de defesa antimíssil, disse Putin, acrescentando que vários destes mísseis, mesmo equipados com ogivas convencionais, podem ser tão devastadores como um ataque nuclear.

Não ficou imediatamente claro se o míssil foi utilizado no ataque durante a noite.

Um homem transporta uma caixa para fora de um centro comercial em chamas após um ataque russo em Kiev, Ucrânia, domingo, 24 de maio de 2026
Um homem transporta uma caixa para fora de um centro comercial em chamas após um ataque russo em Kiev, Ucrânia, domingo, 24 de maio de 2026 AP Photo/Evgeniy Maloletka

A Rússia advertira antes que a Ucrânia enfrentaria um "castigo inevitável e severo" por um alegado ataque ucraniano a uma residência universitária em Starobilsk, cidade ocupada pela Rússia no leste da Ucrânia, que Moscovo afirma ter causado 18 mortos.

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A Ucrânia negou ter visado civis, afirmando que atingiu uma unidade russa de drones Rubicon estacionada na área de Starobilsk.

Moscovo tem lançado ataques maciços com mísseis e drones contra a Ucrânia quase diariamente desde o início da ofensiva em grande escala lançada em 2022, atingindo frequentemente infraestruturas civis e causando vítimas entre a população.

Os esforços liderados pelos Estados Unidos para negociar um fim a mais de quatro anos de guerra abrandaram nos últimos meses, à medida que a atenção de Washington se deslocou para o conflito no Médio Oriente.


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