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Japão está a construir exércitos de drones suicidas em cartão

 


A tecnologia militar evolui a um ritmo alucinante. As armas milionárias cedem lugar a soluções criativas e absurdamente baratas. Efetivamente, o Japão acaba de revelar a sua mais recente aposta para o campo de batalha. Trata-se de um drone suicida fabricado quase inteiramente em cartão vulgar. Por isso, se achavas que a guerra do futuro seria travada apenas com lasers de ponta, enganas-te. Prepara-te para uma surpresa tática de baixíssimo custo. De facto, a fabricante nipónica AirKamuy está a enviar estas aeronaves espalmadas. Elas chegam embaladas e prontas a serem montadas pelas tropas em qualquer lugar. Mas como funcionam na prática os exércitos de drones em cartão?

Drones em cartão: montagem rápida ao estilo IKEA e logística perfeita

O grande trunfo desta inovação bélica reside na logística. Representa um impacto financeiro mínimo para os orçamentos da defesa militar. Cada unidade do modelo resistente à chuva custa aproximadamente dois mil dólares. Neste sentido, o formato compacto permite empilhar facilmente quinhentos destes equipamentos. Cabem todos perfeitamente dentro de um contentor de transporte marítimo normal.

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Como resultado, a cadeia de abastecimento torna-se incrivelmente ágil. Fica quase imune a grandes problemas ou atrasos graves de produção. Qualquer fábrica de caixas tradicional consegue construir o chassis de cartão destas aeronaves. Para além disso a montagem manual no terreno não requer engenheiros especializados. Demora apenas entre cinco a dez minutos até o motor elétrico estar totalmente pronto a voar.

O plano tático para encher os céus

O Ministério da Defesa japonês já confirmou a sua eficácia. A força marítima iniciou a utilização ativa destes equipamentos como alvos de treino. Existe uma vontade real de adotar estes sistemas não tripulados em grande escala. O foco inicial do projeto aponta fortemente para missões de defesa aérea. Enxames destes drones podem-se lançar para criar uma parede física no céu. Conseguem assim absorver os impactos diretos das armas inimigas.

Por outro lado, o pequeno aparelho voador tem excelentes capacidades táticas. Pode carregar cerca de um quilo e meio de carga útil de forma estável. Possui uma autonomia de oitenta minutos ou oitenta quilómetros de voo contínuo. Desta forma, o transporte de pequenos mantimentos de emergência é apenas o início. A incorporação de cargas explosivas mortíferas é o próximo passo natural e letal deste desenvolvimento tecnológico. Paralelamente, a história recente dos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente traz lições claras. Aeronaves incrivelmente baratas são suficientes para esgotar totalmente as defesas antiaéreas multimilionárias dos adversários.

Ponto final

A introdução do cartão como material balístico viável é um ponto de viragem. Mostra uma mudança de paradigma absolutamente fascinante na mentalidade militar e financeira global. Em suma, no cenário moderno de conflito armado, a eficácia pura e dura destrói a estética. Gastar milhões num único míssil supersónico deixou subitamente de fazer qualquer sentido. Podes simplesmente saturar os radares com milhares de caixas voadoras letais pelo mesmo valor.

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Portanto, o engenhoso modelo japonês prova que a verdadeira vantagem está na agilidade. Reside na extrema facilidade de produção industrial e na rápida adaptação sob fogo intenso. Assim não fiques surpreendido com o cenário que se avizinha. Num futuro muito próximo, o conceito de superioridade aérea não será ditado por jatos invisíveis. Será dominado por vulgares fábricas de embalagens civis capazes de imprimir exércitos descartáveis numa questão de horas.


Japão está a construir exércitos de drones suicidas em cartão — Leak


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