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Nuno Melo desconhece quantos drones russos foram detetados em águas portuguesas




 O Ministro da Defesa não nega que a Marinha portuguesa tenha identificado drones russos em águas nacionais, mas questionado sobre quantos já foram detetados, diz não ter os números. "Não tenho", respondeu Nuno Melo aos jornalistas em Bruxelas.


Na semana passada, o Expresso noticiou que a Marinha já detetou o uso de drones a partir de navios russos, uma informação mantida sob reserva, mas que foi comentada por um alto comando da Marinha com o Presidente da República, quando este era ainda candidato presidencial e visitou a Base Naval do Alfeite, no dia 30 de dezembro de 2025.


Nuno Melo escusa-se a dar detalhes, mas questionado também sobre se o país tem capacidade para deter este tipo de equipamentos, nomeadamente para proteger cabos submarinos, garante que "a Marinha e a Força Aérea têm estado obviamente a desempenhar a sua função" de defesa do território.


“Nós obviamente que estamos atentos a tudo, sabemos basicamente o que está a acontecer, mas não tratamos na dimensão pública essas matérias que são intrinsecamente reservadas”, argumenta ainda, considerando "muito irresponsável que se discuta na dimensão pública aquilo que são particularidades que por serem reservadas não devem ser reveladas".


A identificação de sistemas não tripulados russos por parte da Marinha foi revelada pelo deputado socialista André Pinotes Baptista, quando moderou uma conferência na biblioteca da Assembleia da República sobre a geopolítica e a segurança dos cabos submarinos, realizada no dia 21 de abril.


Pinotes Baptista confirmou depois ao Expresso que esta informação foi veiculada em público, perante um grupo “de 20 ou 30 pessoas” que acompanhavam António José Seguro, enquanto candidato presidencial, numa visita à Base Naval.


O lançamento e utilização de drones russos nunca tinham sido detetados tão a sul, segundo várias fontes especialistas em defesa. Mas Melo assegura para já que "Portugal tem uma Marinha extraordinária e uma Força Aérea com militares altamente preparados e tem todas as suas capacidades ao serviço daquilo que é a afirmação da soberania em todo o nosso território".


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